sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que é Arquitetura Sustentável?

Segundo a Wikipédia, é considerada arquitetura sustentável toda forma de arquitetura que leva em consideração formas de prevenir o impacto ambiental que uma construção pode gerar.
Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentávelpreconiza que uma construção deve alterar minimamente o meio ambiente em que está inserida. Utilizando a maior quantidade possível de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários para iluminar e ventilar os ambientes; de forma a reduzir os desperdícios nessas áreas. Além disso, a arquitetura sustentável deve preocupar-se com o uso de materiais certificados e que venham de fornecedores legalmente estabelecidos e que professem as mesmas crenças em relação a diminuição dos impactos ambientais e das emissões de gases poluentes. É também freqüente o uso de materiais considerados ecologicamente correto como os reciclados ou os oriundos de projetos sociais. Depois de tudo; ainda há um estudo detalhado de como se portará a construção e de como serão tratados os resíduos gerados por ela; de forma a não afetar (ou reduzir drasticamente esse efeito) no ambiente que circunda o imóvel.
Através desses cuidados, a arquitetura sustentável procura elaborar prédios que sejam cada vez mais eficientes energeticamente. Assim, não é incomum a utilização de materiais alternativos e totalmente diferenciados do que se encontraria numa construção “não sustentável” nas áreas de iluminação e ventilação do prédio. A energia solar ou a eólica, dependendo da localidade em que se encontra a obra, são freqüentemente adotadas como formas limpas e de emissão praticamente zero; podendo assumir parte ou a totalidade da responsabilidade por esses itens.
Um cuidado especial é dado ao posicionamento da casa e a disposição das janelas conforme o deslocamento do sol no horizonte e a direção do vento. O uso de vidros duplos é também um aliado importante para garantir que a casa seja bem iluminada ao longo do dia pela luz do sol sem, no entanto, permitir que o calor se instale. Esse procedimento é responsável por uma economia enorme de energia que seria gasta na iluminação e na refrigeração desses lugares.
Outro item importante para a arquitetura sustentável é a utilização racional da água nos empreendimentos. Uma questão definida como básica, é o aproveitamento da água da chuva para regar plantas e jardins; lavar as áreas externas e ser usada nas descargas sanitárias. Desta forma, a economia de água é absurda e pode chegar até a trinta por cento em relação a uma construção “normal”.
A arquitetura sustentável também tem profunda preocupação com o destino correto dos resíduos gerados na própria obra. Para isso, preconiza que os entulhos oriundos da construção podem ser usados como aterros; na fabricação de tijolos e o restante pode ser reciclado de várias outras formas e aplicado de inúmeras maneiras diferentes. Reduzindo os custos e a necessidade de descarte desses resíduos nos aterros sanitários (ou até pior; de forma errada e perigosa para o meio ambiente).
Seguindo todos os parâmetros e mantendo-se dentro das especificações da arquitetura sustentável, os prédios são avaliados e recebem um selo de acordo com os parâmetros de sustentabilidade adotados na construção. Desta forma, valoriza-se o imóvel e garante-se uma vida plena e menos estressante para toda uma comunidade. Tudo isso, graças à arquitetura sustentável.
É mesmo uma pena que essas boas práticas não sejam obrigatórias em nosso país.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Reprodução/Flickr
Os gases que causam efeito estufa vêm preocupando cientistas do mundo inteiro já faz um bom tempo, porém a solução para este enorme problema está difícil de alcançar. Recentemente, foi publicado um estudo na revista Geophysical Research Letters, na qual uma nova substância encabeça a lista de gases com maior capacidade de provocar aquecimento global: a perfluorotributilamina (PFTBA).

Não é só o nome que assusta. Esta substância tem um potencial de aquecimento global 7100 vezes maior que o do dióxido de carbono (CO2) num horizonte de 100 anos, isto é, as moléculas de PFTBA absorvem 7100 vezes mais radiação infravermelha neste período do que o CO2.
Você pode se perguntar: por que então só se fala do CO2 nas discussões de aquecimento global? A resposta está na quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, que supera quase todos os outros gases, tornando-o assim, o segundo maior agente do efeito estufa (em primeiro está o vapor de água). Para completar, a queima de combustíveis fósseis responsável pela liberação excessiva dessa molécula ainda é o maior problema, segundo ambientalistas.
O PFTBA, apesar de não existir em quantidades tão grandes, preocupa pelo seu potencial, ainda mais quando os juntamos com gases de efeitos até mais devastadores (veja a lista no site daCETESB). Além disso, sua produção é feita desde o século XX, derivada de indústrias elétricas, mas até esse ano seus efeitos poluentes ainda não haviam sido estudados.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ecologia Urbana – Conciliando Tecnologia e Sustentabilidade

Nós inventamos a tecnologia desde que nos entendemos como seres pensantes. Flechas, arcos, lanças de madeira com pedras polidas; cordas e o próprio fogo são invenções e manipulações tecnológicas que condizem com o avanço do espírito humano à época em que vieram a lume.
Também é verdade que estas mesmas tecnologias rudimentares foram mal-utilizadas em diversas ocasiões: provocando mortes ou o desnivelamento antinatural dos iguais em essência, sempre fica claro que tanto sua criação como uso mal intencionados são ambos nascidos da mesma fonte: a mente humana.
Por este justo motivo é que não procede a preocupação atual de certos grupos em colocar, na posição de vilões, os recursos tecnológicos e seus benefícios – como que repetindo a aversão manifestada contra as máquinas da Revolução Industrial inglesa e que, posteriormente, apenas foi constatado que não era as máquinas o problema, mas os que as detinham.
Ecologia Urbana - não precisamos descartar a tecnologia para nos importarmos com a Ecologia
É inegável, portanto, que a tecnologia muito já fez por nós como raça, basta olhar para os padrões de qualidade de vida (como expectativa de vida e a medicina moderna) que podemos desfrutar hoje, ainda que existam grandes divergências em nosso mundo. É claro que não podemos negar que a busca pelo avanço tecnológico já trouxe e ainda traz sérios prejuízos ao meio ambiente. Nos resta aprender com nossos erros a criar uma consciência capaz de discernir até onde podemos abusar da sorte e aprender a tentar minizar nossos impactos, afinal de nada adianta melhorar os padrões de vida se em pouco tempo talvez não exista mais condições dela se manter no planeta.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Qual a Vantagem do Desenvolvimento Sustentável?

Qual a vantagem do desenvolvimento sustentável?
uso consciente dos recursos naturais é muito vantajoso para a grande maioria das empresas. Se forem sustentáveis, essas empresas ganham uma boa imagem com seus consumidores, e até mais do que isso: elas ganham maior independência do mercado externo para adquirir matéria-prima e energia.
Por vários motivos, as empresas que praticam odesenvolvimento sustentável têm a tendência de crescer evolutivamente. O primeiro motivo é a própriapropaganda que está sendo cada vez mais aceita pelo público geral, como dito acima. A segunda razão se refere aos investimentos em longo prazo, Principalmente nos setores que necessitam de recursos do meio ambiente, considerados não renováveis: as empresas que trocam as tecnologias que degradam a natureza por outras mais sustentáveis percebem geralmente um bom lucro. Isto porque a mesma se torna mais independente dos preços impostos pelo mercado externo, este costuma encarecer muito os preços das matérias-primas, quando estas estão em falta no mercado. Além desses fatores, existem empresas que renovam suas tecnologias de produção de energia, de extração e de projetos sociais. Isto faz com que as mesmas cresçam continuamente.
A sustentabilidade econômica visa tanto o crescimento, ou melhor, a evolução, da empresa ou da indústria, quanto os princípios éticos sobre as questões ambientais. É muito comum que haja interferências políticas sobre o assunto. Entretanto os órgãos políticos têm muito cuidado antes de fazer uma lei sustentável, pois o prejuízo das empresas e industriais poderia atrapalhar toda a economia (aumentando a inflação, por exemplo). Quando há esse tipo de intervenção, os países devem apontar alternativas para que estas empresas gerem lucros, mas ao mesmo tempo contribuam para o desenvolvimento sustentável. Um exemplo de uma boa influência política é a criação de leis que dêem incentivos fiscais.
O desenvolvimento sustentável se interliga diretamente às áreas da economia e da ecologia sustentáveis, entretanto em longo prazo também interferem na social, mudando a qualidade de vida da população geral.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Meio Urbano: Sustentabilidade Urbana e Arquitetônica

Sustentabilidade aplicada nas construções
Com o grande crescimento arquitetônico das cidades, a grande discussão da atualidade é: como crescer e modernizar sem danificar o meio ambiente. Esta questão gira em torno de sua suposta “resposta” aSustentabilidade Urbana.
A sustentabilidade urbana encarrega-se de proporcionar um crescimento urbano sustentável no presente e no futuro. Uma maneira socioeducativa e ambiental de se conservar o planeta. Isso em um sistema que tende a modificá-lo, como no caso das construções civis e do crescimento urbano.
Através da sustentabilidade urbana o termo desenvolvimento pode ser visto com mais alívio. E a sua prática resulta em uma população urbana mais sadia e certa de um futuro próspero. A sustentabilidade não depende só da ciência ou de pesquisas, há também a necessidade de uma educação social. É precisão trabalhar a população para se adequar a este conceito de sustentabilidade.
As Ecovilas são um bom exemplo, elas através de uma política de conservação e cuidado com o meio em quem vivem; se submetem a técnicas de aproveitamento de espaço sem danificar o meio ambiente. As casas ecológicas também são de grande benefício à questão da sustentabilidade urbana. Elas conceituam uma nova forma de se construir através do uso de materiais ecológicos e biodegradáveis.
Em meio a esse processo de conservação e recuperação do meio ambiente é de extrema importância o uso daArquitetura sustentável. Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais da atualidade, sem renunciar à moderna tecnologia e atendendo as necessidades de seus usuários.
Fazendo uso de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários, a arquitetura sustentável junto à sustentabilidade urbana dão garantia de um planeta sadio a humanidade.

domingo, 6 de abril de 2014

Robô-mosca paira no ar



Inseto artificial é do tamanho da mosca doméstica e bate as asas 120 vezes por segundo

As moscas são acrobatas do ar, capazes de desviar de um mata-moscas ou de uma palmada em frações de segundo. Esses incômodos insetos conseguem ainda executar manobras difíceis, como pousar em flores em movimento em razão da presença de vento nas redondezas. Assim, dotado de todos esses predicados de difícil reprodução no laboratório, seria também o robô miniaturizado criado por Kevin Ma e seus colegas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram um robô com o tamanho aproximado de uma mosca que executa proezas aéreas semelhantes às das moscas-domésticas (Science, 3 de maio). Feito de microestruturas de tecido compósito, o robô-mosca bate suas asas, confeccionadas de um material piezoelétrico (que transforma eletricidade em movimento), cerca de 120 vezes por segundo. Os pesquisadores acoplaram seu robô-voador a uma pequena fonte de energia externa e descobriram que o inseto artificial consome cerca de 19 miliwatts de eletricidade durante o voo, aproximadamente o mesmo que uma mosca de tamanho similar gastaria para realizar essa tarefa. O projeto tem como objetivo fornecer uma nova maneira de estudar a mecânica de controle de voo, agora numa escala equivalente à dos menores seres da natureza capazes de alçar voo e de passear pelo ar com extrema desenvoltura. Outra meta do trabalho, de acordo com os pesquisadores, é propiciar subsídios para futuros estudos sobre fontes de energia miniaturizadas, sensores e tecnologias de computação.

sábado, 5 de abril de 2014

Nanossatélite AESP-14, desenvolvido pelo ITA e Inpe, em câmara de teste
Nanossatélite AESP-14, desenvolvido pelo ITA e Inpe, em câmara de teste
Criados em 1999 como uma ferramenta educacional, os cubesats – nanossatélites em forma de cubo com 10 centímetros de aresta, medida que engloba altura, largura e profundidade – tornaram-se um instrumento relativamente barato e rápido para coletar dados espaciais. Eles são usados para diversas finalidades, que vão da detecção de sinais eletromagnéticos que antecedem os terremotos a sistemas de sensoriamento de condições atmosféricas, passando pelos testes de sistemas biológicos, como a produção de proteínas bacterianas no espaço, até a observação de fenômenos no solo, entre outras aplicações. Desde os primeiros cubesats lançados em 2003, quando seis projetos pegaram carona no veículo de lançamento russo Rockot, até abril deste ano foram feitos 130 lançamentos, 65 dos quais apenas no ano passado.
No Brasil, o programa para construção de satélites de pequeno porte, iniciado em 2003 por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), começa a mostrar resultados concretos com a previsão de lançamento de quatro minissatélites ainda este ano. O primeiro, com lançamento programado para 19 de junho, é o NanoSatC-BR1 – sigla de nanossatélite científico brasileiro. A área espacial pegou emprestado o prefixo nano – relativo a tamanhos de um milímetro dividido por um milhão – para designar satélites muito pequenos. O BR1, com pouco menos de um quilo de peso, foi concebido e desenvolvido por pesquisadores do Centro Regional Sul do Inpe, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Depois da realização de ensaios como o de vibração, que simulam as condições na fase de lançamento, ele foi levado para Delft, na Holanda. Lá serão feitos outros testes antes de o artefato ser enviado para a Rússia, onde será lançado pelo foguete DNEPR, um antigo míssil nuclear soviético-ucraniano convertido em plataforma de lançamento comercial. “O foguete leva um satélite principal e nos locais vagos são acondicionados vários satélites menores”, explica Otávio Durão, coordenador de engenharia e tecnologia espacial do projeto na sede do Inpe, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
A bordo do cubesat BR1 irá uma placa com três cargas úteis. Uma delas é um sensor chamado magnômetro, que irá estudar o campo magnético terrestre e sua interação com a radiação ionizante proveniente do Sol e das estrelas. Seu objetivo é estudar um fenômeno conhecido como anomalia magnética do Atlântico Sul, que ocorre na região costeira sul do Brasil. Nesse local os pesquisadores apontam a existência de uma falha na magnetosfera terrestre que permite à radiação ionizante espacial chegar mais perto da superfície. Como consequência, existe um risco maior da presença de partículas de alta energia que podem afetar as comunicações, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), as redes de distribuição de energia ou mesmo causar falhas em equipamentos eletrônicos como computadores de bordo. As medições do sensor serão feitas pelo cubesat a partir de uma órbita baixa próxima de 600 quilômetros de altitude, sobrevoando os polos terrestres.
016-021_CAPA_nanosatelite_219-1“Também vamos testar no espaço os dois primeiros circuitos integrados projetados no Brasil para uso espacial”, diz Nelson Jorge Schuch, físico de formação e coordenador-geral do Programa NanoSatC-BR – Desenvolvimento de Cubesats no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais e gerente do Projeto BR1 do Inpe. Um dos circuitos recebe comandos do solo com instruções para ligar e desligar a carga útil, câmera etc. “O método de projeto usado para o desenvolvimento deste circuito faz com que ele tenha proteção à radiação do espaço e é isto que se deseja testar em voo”, relata Schuch.
O outro circuito eletrônico integrado tem como base um software, desenvolvido pelo laboratório do grupo de Microeletrônica do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também parceira no desenvolvimento, que protege o hardware de falhas causadas pela radiação. Duas estações terrenas de rastreio e controle de nanossatélites, uma em Santa Maria (RS) e outra instalada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, irão monitorar ocubesat BR1 em órbita, rastreando e baixando os dados que o satélite deverá adquirir no espaço. Essas estações já estão recebendo dados de outros satélites em órbita.
Entre os nanossatélites brasileiros que se preparam para ganhar o espaço, um deles, o Tancredo-1, se destaca por ter como construtores estudantes do ensino fundamental da escola municipal Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba, litoral norte paulista. “A ideia de montar um satélite surgiu numa conversa com alunos do quinto ano, que trabalhavam em um projeto de iniciação científica”, relata o professor de matemática Candido Osvaldo de Moura, coordenador do projeto. O apoio financeiro de um empresário local, que contribuiu com R$ 16.500,00, foi o ponto de partida para a concretização do sonho, que entrou no quinto ano com o envolvimento de 150 alunos. “Compramos os componentes e o satélite foi montado peça por peça aqui”, relata o professor.


Lançamento de satélites do módulo japonês a partir da Estação Espacial Internacional
Nos Estados Unidos há um movimento crescente de missões espaciais que têm como plataforma os cubesats. A agência espacial Nasa, por exemplo, colocou em órbita em novembro do ano passado 29 satélites em uma única missão, composta por um satélite militar e 28 cubesatsprojetados e construídos por diversas instituições universitárias. Um deles, chamado de PhoneSat 2.4, utilizou como computador de bordo o hardware de um telefone celular. Empresas privadas como a Planeta Labs de San Francisco, criada em 2010 por três ex-cientistas da Nasa, também estão investindo nessa plataforma de coleta de dados. Em fevereiro deste ano, ela lançou, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), uma frota de 28 nanossatélites chamada Flock 1, que vai fotografar a Terra continuamente. Segundo a empresa, as imagens irão permitir a identificação de áreas de desastres ambientais e ajudarão a melhorar a produção agrícola nos países em desenvolvimento (ver mais sobre o assunto na Nature de 17 de abril de 2014).
Um segundo cubesat do programa NanoSatC – o BR2, com o dobro do tamanho do primeiro e maior capacidade de carga útil – está em fase de finalização e a expectativa de que seja lançado em 2015. “As cargas úteis já foram definidas, estão em desenvolvimento e agora precisamos contratar o lançamento”, diz Durão. Uma delas é composta por um sensor para detecção de partículas na ionosfera e a outra por um subsistema para a determinação de atitude que define a posição angular do satélite, essencial, por exemplo, para tirar uma fotografia ou mirar uma antena. Esse subsistema, que está sendo feito pela primeira vez no Brasil, foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Inpe, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do ABC (UFABC). Ele é um item crítico para satélites por causa de sua aplicação  também militar, o que limita o acesso a essa tecnologia a alguns poucos países. O custo para montagem da plataforma do BR2, com modelos de engenharia e de voo e estação de solo, ficou em R$ 748 mil.
© LÉO RAMOS
Alunos de escola de Ubatuba aprendem a montar um tubesat
Alunos de escola de Ubatuba aprendem a montar um tubesat
O Centro Renato Archer em Campinas também participou da construção da carga útil dos NanosatC-BR1 e 2, por meio do Projeto Citar, cujo objetivo é o desenvolvimento de circuitos integrados com proteção à radiação para diversas aplicações, inclusive espaciais, para grandes satélites como os de telecomunicações e outros. “Estescubesats, e os demais do programa, serão utilizados como plataformas de testes no espaço para estes circuitos”, relata o engenheiro eletricista Saulo Finco, do Centro Renato Archer e coordenador do projeto. O BR1 já tem como uma de suas cargas úteis um dos circuitos desenvolvidos dentro do Projeto Citar.
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Todos os subsistemas dentro do Serpens, como computadores de bordo, painéis solares e outros componentes obrigatórios, foram duplicados. E cada um dos setores levará uma carga útil cujo objetivo é testar um conceito tecnológico para os cubesats de recebimento e transmissão de mensagens por sistema de rádio, que, no futuro, poderá ser usado para coleta de dados. “Um dos setores levará uma carga útil composta por um transponder [dispositivo para coleta de dados] montado com arquitetura experimental e componentes de baixo custo, alguns nunca testados em órbita, na banda VHF [frequência muito alta]”, relata Figueiró. O outro setor levará um dispositivo de comunicação eletrônico já testado em órbita para essa finalidade, com um sistema em banda UHF, a mesma da TV digital. “Queremos testar se o transponder na banda UHF pode receber, armazenar e processar informações de bordo e depois transmiti-las para as antenas instaladas nas universidades.”
O segundo cubesat com previsão de lançamento para este ano, da Estação Espacial Internacional, é o AESP-14, com cerca de um quilo de peso e desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe. “O desenvolvimento do nanossatélite é uma forma de incentivar os alunos a exercitarem aquilo que aprendem na sala de aula”, diz o professor Pedro Lacava, coordenador do projeto e do curso de engenharia aeroespacial do ITA, conhecido na instituição como AESP. Essa mesma sigla foi adotada como nome do projeto, iniciado em 2012 pela turma que irá se graduar em 2014. “Todos os subsistemas eletrônicos e mecânicos foram projetados e montados pelos estudantes”, diz o engenheiro Cleber Toss Hoffmann, coordenador técnico do projeto no ITA. Apenas o modem de radiofrequência, utilizado em diversos cubesats e compatível com a comunidade de radioamadores do mundo, foi comprado.

Ele ligou então para a empresa para saber se os preços eram os mesmos anunciados e a possibilidade de montá-lo aqui no Brasil. “Na conversa, eles nos disseram que os nossos alunos seriam as pessoas mais jovens do mundo a fazer pesquisa espacial e também que precisaríamos de ajuda técnica.” A estudante Maryanna Conceição Silva, de 16 anos, é um dos jovens que fazem parte do projeto UbatubaSAT desde o seu início. Na época ela tinha 12 anos e cursava o quinto ano do ensino fundamental. “É muito legal aprender como os satélites são feitos”, conta sobre a sua experiência. “No começo foi muito difícil. Hoje já não é mais.”O terceiro satélite brasileiro que também sairá da ISS, o Tancredo-1,  pesa apenas 750 gramas, tem cerca de 9 centímetros de diâmetro e 12 centímetros de altura. Seu formato lembra um cilindro, daí ser chamado detubesat. A plafatorma, criada pela empresa norte-americana Interorbital Systems, consiste de um sistema modular composto por um conjunto de placas empilhadas e outras para captura de energia solar. “Após conversar com colegas, empresários do município e fazer contatos na prefeitura, senti que havia condições para levantar os recursos necessários à sua montagem”, relata Moura. O projeto teve início em 2010, quando o professor leu em uma revista que a Interorbital estava vendendo um kit de montagem do satélite e se encarregava de colocá-lo em órbita.
E o que era apenas uma ideia em sala de aula transformou a vida de muitos estudantes, como a de Maryanna. Antes pouco interessada em ciência e tecnologia, hoje ela quer ser engenheira espacial. Também em função do projeto, os alunos da escola escreveram um artigo científico que, no começo de 2013, foi submetido e aceito para ser apresentado no principal congresso aeroespacial do Japão, em Nagoya. A viagem foi paga pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Os alunos fizeram um enorme sucesso e foram convidados a conhecer a Jaxa, a agência aeroespacial do Japão”, relata Moura. Lá foi rodado um documentário, em fase de finalização, que narra a trajetória da construção do satélite.
Os alunos visitaram ainda a Nasa, em Pasadena, e a empresa Interorbital em Mojave, ambas na Califórnia. O modelo de engenharia do tubesat já foi finalizado e o modelo de voo deverá estar pronto até julho, quando seguirá para o Japão, onde fará os testes finais antes do lançamento. A escola está fazendo agora um concurso para escolher a mensagem que será transmitida na faixa de radioamador. Moura também está trabalhando na viabilização do Tancredo-2. A ideia, segundo ele, é fazer um poketcube, um modelo diferente, também desenvolvido por Twiggs, da Universidade de Stanford.
Estrutura interna do NanoSatC-BR2
Estrutura interna do NanoSatC-BR2
Outros satélites de pequeno porte estão em construção no Brasil, como o Itasat 1, projeto conjunto entre o Inpe e o ITA com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2015. Originalmente, o projeto tinha como objetivo a construção de um satélite de estrutura convencional para a coleta de dados ambientais. “Com o passar do tempo houve uma adequação do satélite para a plataforma cubesat, definida em literatura internacional, o que facilita a sua replicação em outros experimentos”, relata o professor Elói Fonseca, gerente do projeto. “Com isso, o Itasat passou a aproveitar tudo o que já tinha sido desenvolvido.” Ele pesa cerca de 6 quilos e tem dimensões de 10 por 22,6 centímetros e 34 centímetros de altura, o que corresponde a seis unidades do cubesat BR1. Como carga útil, ele levará ao espaço os mesmos sensores de medida de radiação de campo eletromagnética dos satélites NanoSatC. “Dessa forma, poderemos dar continuidade aos experimentos como uma rede de satélites”, diz Fonseca.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Iluminação Econômica

A grande maioria dos brasileiros não vê a chegada da conta de energia elétrica como um dos momentos mais favoritos do mês, pois, geralmente, é uma surpresa bastante desagradável. Orçamentos apertados ficam ainda mais complicados para se gerenciar em épocas de frio, onde o chuveiro gasta mais energia do que o costume, fazendo com que a cobrança fique ainda maior.
Uma forma bastante adequada de ter uma economia de energia é a utilização das lâmpadas fluorescentes. A sua economia vem do simples fato que este tipo de lâmpada converte a energia elétrica mais em luz do que calor, ao contrário dos produtos convencionais, de filamento. Desta forma, atinge eficiência maior, durando mais tempo do que as lâmpadas convencionais e propiciando uma iluminação de melhor qualidade.
Um problema relacionado a este produto é garantir a sustentabilidade em casa. Como utilizam de gás e, em alguns casos, mercúrio, após sua utilização deve ser descartada adequadamente para que não agrida o ambiente e cause efeitos nocivos aos seres vivos. Este efeito deve ser levado em conta ainda mais por empresas, que por seu consumo em larga escala, podem agredir de forma mais grave o ambiente.
Desta forma, vê-se que o uso de lâmpadas fluorescentes causa redução de consumo de energia, chegando a ser quatro vezes mais eficiente que os produtos de filamento. Entretanto, esta economia tem um preço ao ambiente, que deve ser levado em conta pelo consumidor, a fim de que seu consumo não cause um prejuízo ambiental.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Residência Sustentável



    




   Apesar do desenvolvimento de forma sustentável ser visto por alguns como um aumento e despesas e  mais preocupações no controle de processos, nota-se um mudança, mesmo que lenta, da visão de empresários.


    Prova disso são os projetos que estão sendo desenvolvidos para tentar maximizar o aproveitamento dos recurso utilizados, até em residências. A automação industrial oferece uma série de benefícios para o homem e para o meio ambiente. É possível fazer o uso de formas renováveis de energia, reaproveitamento da água, além de proporciona maior conforto e segurança aos moradores.


    Algumas empresas estão especializando-se nesta área, o que demonstra o quanto pode-se investir nesse âmbito da automação. Há um livro chamado: “Residência Sustentável: os Desafios de uma Reforma”, do Grupo SustentaX, escrito pela jornalista Nanci Corbioli e editado pela J.J. Carol, que conta a história da reforma de um apartamento sustentável em São Paulo, demonstrando como pode-se unir sustentabilidade, conforto e modernidade em um ambiente residencial.



 Abaixo  há um video que exemplifica uma destas residências.