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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Em busca de um mundo sustentável

O maior desafio deste século é construir um modelo de sociedade sustentável
O aquecimento global, as mudanças climáticas, a escassez da água e a poluição dos recursos naturais são assuntos constantes nos noticiários e no nosso dia-a-dia, um problema ambiental no planeta e  a sociedade a lutar contra esse cenário que vivemos.

O que podemos fazer ? 

Mudar  pequenos hábitos individuais, como a economia de energia elétrica e a reciclagem do lixo, podem amenizar. Normalmente, não conseguimos enxergar saídas, mesmo elas estando na nossa frente. Para a maioria das pessoas desenvolvimento significa crescimento.
Nos temos  nas mãos uma oportunidade única de fazer a mudança, de buscar uma sociedade global, vendo nossos erros , e querendo mudança...




Em outras palavras, sustentabilidade representa o equilíbrio na relação sociedade- natureza, levando em conta os aspectos ambientais, sociais, culturais e econômicos dessa sociedade, sem prejudicar a qualidade de vida no futuro.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

VOCÊ SABE O QUE É SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL?

                                            Gestão Ambiental Gestão Ambiental   Os Fundamentos
O Nosso planeta dá sinais claros de que não suporta mais o ritmo de consumo que imprimimos nos dias atuais. A poluição da terra; da água e do ar; chegaram a níveis tão altos que em alguns países certas regiões chegam ater níveis de poluentes que provocam deformidades e problemas gravíssimos de saúde para os habitantes locais.
Infelizmente, devemos reconhecer que a sustentabilidade empresarial ainda não é um tema central em muitas empresas. Principalmente em países como o nosso e nos países ricos, muitas corporações associam a idéia da sustentabilidade empresarial a um aumento nos custos de operação e nos preços de venda; o que provocaria um risco aos seus produtos e a sua penetração no mercado consumidor. No entanto, aos poucos, essa visão vai sendo revertida pela conscientização cada vez maior dos consumidores e a real pressão que esses grupos vêm fazendo sobre o mercado e, conseqüentemente, sobre as empresas.
Mas, para que a sustentabilidade empresarial seja uma realidade em todo mundo, os consumidores devem se unir e promover uma grande onda de esclarecimento e de cobrança consciente. Devem fazer os empresários entenderem que chegou o fim do “lucro pelo lucro” e que, agora, pensar com responsabilidade e cuidar do mundo que nos cerca é crucial para nossa própria sobrevivência.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Por que o Tietê continua sujo

Limpeza do Rio Tiete


Artigo assinado por Malu Ribeiro* e originalmente publicado na Folha de S.Paulo – Sem água de boa qualidade, São Paulo não pode mais se dar ao luxo de desperdiçar rios e córregos para diluir esgoto. A média das análises da qualidade da água realizada no período de setembro a dezembro de 2013, em 78 testes feitos pela Fundação SOS Mata Atlântica com grupos de voluntários em rios do Alto e Médio Tietê, aponta melhoria em 49 pontos de coleta. Mesmo assim, não há muito o que se comemorar.
Dos rios e córregos analisados, 13 pontos têm índices péssimos de qualidade e somente quatro saíram dessa condição para regular, graças à integração do projeto Córrego Limpo nas ações de despoluição.
Ao longo do Tietê, de Mogi das Cruzes a Barra Bonita, 16 testes obtiveram índice ruim, 46 regular e apenas três aceitável. Esses indicadores descrevem o cenário de 21 anos do projeto de despoluição do Tietê, que está em sua terceira etapa e já demandou U$ 2,1 bilhões.
A recuperação da bacia do Alto Tietê, com 18 milhões de habitantes distribuídos em 39 municípios, começa a se consolidar em um programa de saneamento ambiental. É possível medir e comprovar que, para cada metro cúbico de esgoto tratado na Região Metropolitana, um quilômetro de rio renasce no interior.
O monitoramento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica aponta que, no início de 1990, metade do Tietê estava morto. A mancha gerada por esgotos domésticos e industriais cobria mais de 500 quilômetros e os rios de São Paulo eram os mais poluídos do Brasil.
Em uma década, a indústria cumpriu a legislação e tratou efluentes. De 1.210 lançamentos de cargas tóxicas nos rios, restaram 400, feitos por indústrias controladas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental de São Paulo). Porém, os esgotos domésticos, responsabilidade dos municípios e do Estado, continuam sendo lançados e são o maior vilão das águas (no Estado, causam 60% da poluição).
Somente em 2010 a população começou a perceber singelos resultados. Na capital, o odor deixou de ser o principal incômodo. No interior, o Tietê fomenta a economia e voltou a fazer parte da cultura paulista.
Mas, para que apresente resultados efetivos na capital, é preciso tirar do papel o pacto pela despoluição anunciado pelo governador Geraldo Alckmin. Esse pacto político, que conta com apoio da iniciativa privada, precisa ser capaz de promover a gestão integrada do saneamento na bacia.
Dez municípios da Região Metropolitana não são operados pela Sabesp, responsável pelo projeto Tietê. A divisão de competências e as diferenças político-partidárias resultam em entraves que fazem com que a despoluição seja mais difícil do que em países que recuperaram grandes rios, como o Tâmisa e o Reno.
A ocupação desordenada e o aumento de moradias irregulares desprovidas de coleta e tratamento de esgotos impõem a necessidade da atuação integrada do Estado, União, municípios e da sociedade.
É preciso conectar mais 200 mil domicílios à rede de esgoto, o que representa mais de 1,5 milhão de pessoas com acesso ao saneamento, elevando os índices de tratamento de esgoto a 84%. Somente o esforço conjunto permitirá que os rios de São Paulo voltem a fazer parte do cotidiano das pessoas e das cidades de maneira positiva.
*MALU RIBEIRO, 48, é coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Projeto que pode prevenir desastres "enchentes"


Enchente em Palmares, no Interior de Pernambuco. (Foto: Guga Matos/JC Imagem).



O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação ( ICMC) da USP, em São Carlos, e a Universidade de Heidelberg, na Alemanha, estão desenvolvendo um projeto conjunto que visa prevenir desastres naturais, com foco nas enchentes.
Financiado pelas principais agências de fomento à pesquisa do país  ( Fapesp, CNPq e Capes), o projeto tem como objetivo construir ferramentas para melhorar a disponibilidade e a qualidade da informação destinada a monitorar e analisar riscos de inundação, apoiando a tomada de decisão na gestão desses riscos. O diferencial do projeto é a ideia de unir a perspectiva da ciência, da população e do governo, já que os dados coletados são provenientes de várias fontes, envolvendo cidadãos, pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, especialistas em gerenciamento de risco de inundação e representantes de agências governamentais.
Entre as várias ferramentas que compõe o projeto está o Observatório Cidadão de Enchentes, uma plataforma colaborativa na web que pode ser usada por qualquer cidadão e da qual todos podem participar. Por meio dessa plataforma, a população poderá relatar o nível da água no leito dos rios e a extensão de áreas alagadas. “A ideia é que os cidadãos comuns possam usar a internet ou aplicativos móveis para comunicar desastres a qualquer momento”, contou o professor do ICMC e coordenador do projeto, João Porto de Albuquerque. Segundo ele, há dois tipos de dados que são coletados da população: aqueles que vêm dos cidadãos comuns por meio do Observatório e os que são provenientes de voluntários previamente cadastrados. 


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Governo anuncia ações de sustentabilidade para a copa!!!


Projeto sustentável para o Mundial dialoga com as diversas regiões do País, a fim de gerar suporte para inovação tecnológica, geração de emprego e inclusão social
O governo federal anunciou um conjunto de ações de sustentabilidade para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014. As medidas foram apresentadas pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em conjunto com os ministros parceiros do projeto, durante coletiva de imprensa no Ministério do Turismo, nesta terça (27).
O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, iniciou a coletiva afirmando a responsabilidade do governo federal em realizar o mundial em todos os biomas de maneira sustentável. “O governo autorizou a certificação das arenas, o que possibilitou não só a a utilização e aproveitamento de energias renováveis, mas também implantou um modelo de governança, que é referência e padrão para o setor público e iniciativa privada”
Em seguida, Izabella Teixeira apresentou a 'Agenda de meio ambiente e sustentabilidade Copa 2014', documento que reúne projetos ambientais para o mundial e que será referência para outros eventos de grande porte. “Esse projeto dialoga com as diversas regiões do País, a fim de gerar suporte para inovação tecnológica, geração de emprego e inclusão social”, 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A importância das florestas originais





Recuperar a variedade de plantas e animais de uma floresta é muito mais difícil do que se imaginava. Isso se, de fato, for realmente possível. Há décadas pesquisadores de vários países tentam descobrir o que seria mais eficiente para manter a biodiversidade: focar as iniciativas na preservação das florestas primárias, com o mínimo possível de alterações pelas atividades humanas, ou recuperar áreas que já sofreram alguma modificação pelo homem, entre elas as florestas secundárias. Para quem não é especialista, a resposta mais óbvia seria: nada substitui as florestas primárias em termos de biodiversidade. Mas, pesquisadores tinham dúvidas. Estudos sugeriam que as florestas secundárias pudessem conter uma variedade de espécies tão relevante quanto às originais.
A pesquisa analisou 2.200 comparações entre florestas primárias e secundárias feitas anteriormente em 28 países da América, Ásia, África e Oceania. Essa avaliação, possivelmente a mais ampla sobre o assunto, concluiu que as florestas primárias tropicais são praticamente insuperáveis em biodiversidade. “Esse padrão depende muito do histórico de perturbação e da paisagem onde as manchas de mata primária estão inseridas”, explica Carlos Peres, brasileiro radicado na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e um dos autores do estudo da Nature.
Com base nesse raciocínio, a primeira escolha, em um mundo em que os recursos financeiros são limitados, seria manter as áreas de florestas primárias. Segundo Peres, investir na regeneração de mata secundária seria um bônus. “Reflorestar garantiria a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção de serviços de ecossistemas como foi feito com a Floresta da Tijuca, área de mata atlântica, no Rio de Janeiro”, conta o norte-americano Thomas Lovejoy, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no Brasil, e do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, nos Estados Unidos, outro autor do estudo feito em parceria com pesquisadores de outros países, entre eles o indiano Navjot Sodhi, que morreu de câncer antes da pesquisa ser publicada.
Regiões degradadas podem se recuperar sozinhas, mas reflorestar usando espécies nativas ou de outros ambientes é um trabalho lento, que pode durar séculos. “Áreas de mata atlântica secundárias com cerca de 400 anos no Paraná ainda não têm o perfil de espécies de plantas de regiões primárias”, alerta o pesquisador. A região do Petén, no norte da Guatemala, sofre do mesmo problema. “Quando os espanhóis chegaram, o local era tomado por milharais do Império Maia. Hoje, mais de 500 anos depois, uma mata vigorosa tomou o lugar, mas em termos de biodiversidade não chega nem perto do que poderia ser uma floresta primária da América Central”, afirma.
Foram analisados 12 tipos de interferências humanas que afetam de modo diferente os ambientes. A prática mais agressiva é o uso do fogo, muitas vezes para abrir espaço para a agricultura, enquanto a que oferece menos risco para a biodiversidade é o corte seletivo. A retirada de apenas 3% das árvores de uma floresta já afeta a variedade de espécies do local. A monocultura de árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, outra perturbação causada pelo ser humano ao ambiente, também é um problema para a biodiversidade, principalmente em locais como a Ásia e o Brasil.
O problema é mundial. O estudo da Nature reflete uma escassez de informações sobre a maior parte da biodiversidade tropical. “Praticamente não há pesquisas sobre florestas de vários países africanos e asiáticos”, diz Peres. De acordo com o estudo, também faltam trabalhos sobre grupos de plantas, invertebrados e vertebrados em mosaicos de floresta primária e áreas adjacentes de floresta degradada.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Voo verde

Voo verde

A conta já está feita. A aviação comercial deverá reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2050 em relação ao que foi emitido pelos motores de aviões em 2005. Para isso, um grande esforço de pesquisa e desenvolvimento está sendo feito em vários países por instituições e empresas no sentido de alcançar um querosene não mais produzido de petróleo, mas de origem renovável, que lance menos gases nocivos na atmosfera. O bioquerosene, como está sendo chamado, tem grandes chances de levar o Brasil a novamente se tornar um centro de referência mundial importante para o desenvolvimento e produção de um biocombustível como foi com o álcool e o biodiesel. Essa tendência está destacada no estudo “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação” apresentado no início de junho, em São Paulo, e patrocinado por duas das três maiores fabricantes de aviões do mundo, a Boeing e a Embraer, com financiamento da FAPESP e coordenação do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também participaram do estudo, desenvolvido ao longo de um ano com a realização de 8 workshops, 33 parceiros, entre empresas nacionais e internacionais, universidades e institutos de pesquisa.
O estudo apresenta várias rotas tecnológicas que podem partir de matérias-primas –como a tradicional cana-de-açúcar até algas, gordura animal, óleos vegetais, material ligno-celulósico, amidos e lixo urbano – e utilizar variadas tecnologias de conversão e refino até a obtenção do bioquerosene. Nessas etapas, indica o estudo, ainda existem muitas lacunas importantes no âmbito tecnológico e de custos a serem preenchidas. São dificuldades técnicas que vão exigir a participação de todos os envolvidos, de fabricantes de aviões a empresas de aviação, desenvolvedores e fornecedores de combustível, além das entidades certificadoras mundiais. Outro fator a ser levado em consideração é o da logística de produção e distribuição do biocombustível para 108 aeroportos nacionais onde pousam as grandes aeronaves, o que representa 1 milhão de voos programados apenas no espaço aéreo brasileiro, além da necessidade de servir aos 62 mil voos internacionais que partem por ano do Brasil, com destino a 58 aeroportos de 35 países. Esses voos para o exterior representam 60% do consumo de querosene para aviação no país.
O bioquerosene para ser qualificado precisa de critérios específicos e rigorosos. É preciso que ele satisfaça as mesmas especificações técnicas do combustível atual para ser considerado drop-in, característica que garante o pronto abastecimento nos motores atuais e naqueles ainda em desenvolvimento, além de poder ser misturado com querosene de aviação convencional. “É consenso que nas próximas décadas não vai haver uma grande mudança tecnológica nos combustíveis para a aviação comercial, como a incorporação de energia solar, células a combustível que funcionam com hidrogênio ou baterias de lítio, por exemplo. Esses equipamentos ocupam muito espaço e são pesados, o que exige maior gasto de combustíveis”, explica o professor Luís Augusto Cortez, vice-reitor de relações internacionais da Unicamp e coordenador do estudo. “Não há como diminuir as emissões apenas com a melhora da eficiência dos motores e por isso estamos incentivando a pesquisa para novos biocombustíveis”, diz Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer. A empresa anunciou em junho a nova linha dos seus jatos, a E2, que começa a voar a partir de 2018 com menos gastos de combustível e diminuição das emissões.
056-060_Bioquerosene_209-2Entre as tecnologias mais avançadas em desenvolvimento no Brasil e que foram citadas durante o anúncio do estudo estão os bioquerosenes da Amyris e o da Solazyme, duas empresas de bioenergia, ambas com origem no estado da Califórnia nos Estados Unidos. As duas fazem parte do grupo de parceiros no estudo coordenado pela FAPESP. A primeira, fundada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, está no Brasil desde 2007. A empresa já produz desde dezembro de 2012, no município de Brotas, no interior paulista, o farneseno, um produto líquido feito a partir do caldo de cana com o uso de linhagens de leveduras Saccharomyces cerevisiaemodificadas geneticamente. Esses microrganismos transformados atuam no processo de fermentação e levam a produção do farneseno, e não do etanol. A partir desse produto é possível, por processos de refino específicos, fabricar tanto o bioquerosene como produtos para a indústria química ou, ainda, o diesel que foi o primeiro alvo da empresa no Brasil (ver Pesquisa FAPESP n° 153), utilizado experimentalmente em algumas frotas de ônibus nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
056-060_Bioquerosene_209-5Para ser um fornecedor de bioquerosene, as empresas que desenvolvem esse biocombustível precisam receber a aprovação da Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM, na sigla em inglês). Como parte desse processo, foram realizados voos-teste com no máximo 50% de biocombustível misturado a igual porção de combustível tradicional. Foi o que aconteceu no dia 20 de junho, quando a Amyris, junto com a Total, supriu com bioquerosene um Airbus 321 durante o Paris Air Show. “O combustível usado foi produzido com cana-de-açúcar do Brasil”, diz Velasco. Antes, em junho de 2012, a empresa já havia fornecido bioquerosene para um voo no Rio de Janeiro durante a Conferência Rio+20. Nesse caso, a aeronave foi um jato E195 da Azul Linhas Aéreas, fabricado pela Embraer. Em junho deste ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicou a especificação brasileira para bioquerosene de aviação, alinhada com os procedimentos internacionais, possibilitando que voos comerciais possam usar o biocombustível no país.
056-060_Bioquerosene_209-3
A Solazyme, no Brasil, firmou uma parceria com a empresa Bunge, produtora de óleos vegetais para o mercado de nutrição e biodiesel, que possui usinas de cana-de-açúcar. Assim, a Solazyme Bunge Produtos Renováveis está construindo uma unidade de produção ao lado de uma usina, no município de Orindiúva, no interior paulista. O óleo primordial é produzido a partir de um processo de fermentação do açúcar existente no caldo de cana por meio das microalgas, cuja espécie a empresa não divulga o nome. “Pelo nosso processo o caldo de cana é transformado em um óleo de alto valor agregado”, diz Walfredo Linhares, diretor da Solazyme no Brasil. Ele informa que a empresa já tem parcerias com a Volkswagen e contrato de fornecimento para a Marinha norte-americana que não quer depender mais exclusivamente dos derivados de petróleo. A produção no Brasil deve começar no final de 2013 e a Solazyme Bunge conta com um investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 246 milhões. A fabricação do bioquerosene no Brasil ainda depende de acertos com alguma outra empresa especializada em refino ou mesmo com a construção de uma unidade própria. Tanto a Solazyme quanto a Amyris podem adaptar as tecnologias próprias para outros tipos de açúcar como a beterraba na Europa, o amido do milho, nos Estados Unidos, e também o bagaço de cana-de-açúcar.

Usina da Amyris, em Brotas (SP)

Os exemplos de processos em desenvolvimento no país para produção de bioquerosene renovável mostram que o Brasil busca se firmar na linha de frente no mundo dos biocombustíveis. “O país tem vantagens relevantes e uma situação diferente à do etanol e do biodiesel, cuja aceitação por parte das empresas resultou do incentivo dos programas de governo. Agora é diferente. Existe uma demanda global por parte das companhias de aviação para um combustível que emita menos CO2”, diz o professor Luiz Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, participante do estudo. O trajeto, até caminhões de bioquerosene adentrarem os aeroportos para abastecer os aviões, ainda é longo e depende também da comprovação de quanto cada biocombustível deixa de emitir CO2 e outros poluentes, em comparação ao feito de petróleo. “Ainda temos uma dificuldade em estabelecer e analisar o ciclo de vida das emissões do bioquerosene. Não existem dados confiáveis, conforme diagnosticado em nosso estudo”, diz Cortez.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Engenharia com Sustentabilidade




A ciência e a tecnologia são grandes aliadas, se não forem as maiores, nessa cruzada contra as ameaças ecológicas. Nos últimos séculos e com a chegada da modernidade, o planeta passou por diversas revoluções industriais e tecnológicas. Alterando consideravelmente o panorama econômico e social, ocasionando o desenvolvimento do capitalismo e criando uma nova mentalidade em relação a trabalho, matéria-prima e indivíduo, essas revoluções impactaram também no meio-ambiente.

Os cientistas e pesquisadores estão indo além, desenvolvendo novas alternativas que variam desde computadores biodegradáveis, carros recicláveis e celulares econômicos até medidas consideradas gigantescas. Por incrível que pareça, fala-se até mesmo na utilização da lua como captadora de energia solar e na criação de nuvens que barrem o aquecimento global.
Até lá grandes e pequenas ações são necessárias para cada vez mais diminuir os problemas ambientais. Abaixo um bom exemplo de empresa com consciência ambiental.


sábado, 19 de abril de 2014

Emissão desequilibrada Floresta amazônica pode estar enviando mais CO2 à atmosfera durante período de seca

A cada duas semanas, de 2010 a 2011, a química Luciana Vanni Gatti, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), sobrevoou a floresta Amazônica colhendo amostras de ar, que eram armazenadas em frascos de vidro. No Laboratório de Química Atmosférica do IPEN, ao analisar os índices de concentração de dióxido de carbono (CO2) e monóxido de carbono (CO), ela verificou que as medidas refletiam a resultante de todos os processos de emissão e absorção de CO e CO2 que tinham ocorrido desde o oceano Atlântico até os locais em que colheu as amostras. Com essas informações, Luciana, junto de seus colaboradores, pôde medir a reação dos estoques de carbono da floresta à seca em diferentes áreas, concluindo que durante os períodos de seca a floresta pode estar liberando mais CO2 para a atmosfera do que absorvendo. A constatação não é das melhores. Caso essa tendência se mantenha, a região pode se tornar uma fonte de emissão de CO2, acelerando e intensificando o aquecimento global.
Há anos pesquisadores têm-se esforçado em medir o balanço de carbono na Amazônia com o objetivo de entender como as mudanças climáticas podem influenciar o equilíbrio dos processos que enviam (como as queimadas) e absorvem (fotossíntese) CO2 da atmosfera. Agora, num estudo publicado na edição desta quinta-feira da revistaNature, o grupo internacional de pesquisadores, sob coordenação de Luciana e também de Emanuel Gloor, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e John Miller, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, conseguiram obter uma amostra representativa do balanço de carbono de toda a bacia amazônica ao coletarem amostras de ar em quatros áreas distintas, nas regiões de Santarém, no Pará, Rio Branco, no Acre, Tabatinga, no Amazonas, e de Alta Floresta, no Mato Grosso.

A região densamente florestada da bacia amazônica.
Segundo eles, os locais refletem o modo como o fluxo de ar se espalha pela bacia, entrando pelo oceano Atlântico e se deslocando para outras localidades, mais no interior da floresta. Trata-se também de uma amostra representativa de toda a bacia amazônica. Diferentemente de estudos com torres no meio da floresta, equipadas com instrumentos que realizam medições constantemente do fluxo de gases na atmosfera — algumas chegam aos 50 metros de altura, acima da copa das árvores —, os sobrevoos em diferentes áreas podem fornecer dados mais amplos (ver Pesquisa FAPESP nº 72). “Estudos com base em amostras coletadas em torres têm uma representatividade mais local, pois o alcance de cada torre é de um raio de cerca de 10 quilômetros”, explica Luciana.
A quantidade de chuvas anuais foi o fator determinante para o balanço de carbono retido e liberado na atmosfera pela Amazônia, comenta a pesquisadora. Em 2011, ano bastante úmido, a floresta absorveu quase todo o carbono que foi emitido para a atmosfera: 250 milhões de toneladas de carbono, enquanto que as queimadas lançaram 300 milhões de toneladas de carbono. Com isso, a floresta compensou quase toda a emissão das queimadas em 2011. Já em 2010, ano em que a floresta experimentou uma seca extrema, a queima de biomassa aumentou significativamente, assim como a quantidade de CO2 lançado de volta para a atmosfera.
Luciana explica que em 2010 as chuvas previstas para os meses de fevereiro e março foram aquém do esperado. “Significa que a floresta não conseguiu armazenar água suficiente para enfrentar a época de seca”, diz. Assim, durante o período de seca as plantas sofreram um estresse hídrico acima do normal, com baixo estoque de água no solo — fundamental, por exemplo, para o processo de evapotranspiração, uma das fases do ciclo d’água. Com a vegetação mais seca, aumentou também a incidência de queimadas. O resultado foi que a queima de biomassa em 2010 liberou quase dois terços mais carbono na atmosfera do que em 2011, ano mais úmido.

A quantidade de chuvas anuais foi o fator determinante para o balanço de carbono retido e liberado na atmosfera pela Amazônia
A queima de biomassa na Amazônia tem aumentado também por causa do manejo inadequado do fogo em áreas de cultivo. “Muitos agricultores acabam perdendo o controle do fogo ao usá-lo de forma inadequada. Com a vegetação seca, esse risco aumenta”, conta Luciana. As queimadas são uma das principais fontes de emissão de CO2 na região. Esse problema foi agravado em 2010 na Amazônia, já que neste ano houve um número maior de focos de queimadas. Desde 1999 a região tem sofrido períodos de seca com intervalos cada vez menores, favorecendo a ocorrência de incêndios na floresta. “O que temos visto são anos atípicos, com variações climáticas extremas”, diz. A pesquisadora defende, por isso, um monitoramento contínuo do balanço de carbono na Amazônia a fim de se estabelecer uma média do quão sensível são os ecossistemas amazônicos em relação às mudanças climáticas. Segundo Luciana, será necessário um esforço de pelo menos 10 anos para entender completamente o futuro do balanço de carbono da região.
Outro estudo publicado no mesmo dia na versão on-line da Nature sustenta o trabalho de Luciana. Nele, um grupo de pesquisadores, liderados por Douglas Morton, do Goddard Space Flight Center da NASA, a agência espacial norte-americana, relata que os dados coletados a partir de observações via satélite sobre a capacidade da floresta amazônica de produzir novas plantas durante os períodos de seca podem ter sido mal interpretados por conta de uma ilusão de ótica. Segundo eles, o aumento das manchas verdes observadas sobre a copa das árvores pelos satélites parecia sugerir que a floresta respondia bem aos períodos de seca. Por meio de modelos de transferência radioativa, sensores óticos e análises independente de imagens de satélite, eles verificaram que o aparente crescimento das folhas sobre a copa das árvores, na verdade, é um efeito causado por mudanças na forma como a luz infravermelha é refletida pela copa da floresta. Os resultados sustentam, assim, que a disponibilidade de água, em vez de luz, é o principal fator a limitar a produtividade vegetal na floresta amazônica.
O grupo de Luciana já coletou as amostras relativas a 2012 e 2013, mas ainda não concluíram as análises. Por enquanto, as estimativas envolvendo o equilíbrio de carbono em toda a bacia durante um ano muito seco (2010) e outro muito úmido (2011) já ajudam a indicar que mudanças esperar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

civilização do lixo.

A Civilização do Lixo e Ecologia Urbana

Estudos indicam que em todo o planeta são produzidos aproximadamente 35 bilhões de toneladas de lixo anualmente. O problema é imensurável e já é considerado catastrófico.
Os municípios coletam em media 1,5 bilhões de toneladas de refugos. Essa quantidade supera a produção mundial de aço que é algo próximo a 01 bilhão de toneladas. Eles também dispensam em torno de 02 bilhões de toneladas de dejetos, o que é 20% superior a produção mundial de cereais.
Esses números retratam bem a crise sócia ambiental criada pela sociedade contemporânea que passou a ser conhecida como a civilização do lixo.
O conceito civilização do lixo surgiu na década de 60 nos países industrializados. Na época pequenos grupos agiam isoladamente e suas ações eram ignoradas pela mídia e pelos governantes.
A grande produção de dejetos fez com surgissem os métodos de reciclagem e também a criação de produtos biodegradáveis. A adoção das seguintes normas: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar, na ordem estabelecida é a fórmula ideal para mitigar os danos causados ao meio ambiente.
Repensar significa encontrar meios de reduzir o descarte de dejetos, aplicando técnicas de reciclagem. Reduzir é controlar e também evitar o consumismo desnecessário. Reutilizar ou reaproveitar objetos de forma racional evitando que os mesmos sejam dispensados. Reciclar todo o tipo de matéria que possa ser reutilizável. Logo, o conjunto dessas ações tende a minimizar o impacto ambiental gerando o desenvolvimento sustentável.
Ao longo dos anos a conscientização popular fortaleceu os movimentos ambientalistas que passaram a pressionar os governantes reivindicando a criação de normas e leis que visavam à proteção e a preservação ambiental.
E com a aceleração do desenvolvimento urbano e o aumento na produção de bens de consumo surge um novo conceito a ecologia urbana. A ideia básica é que não basta preservar matas e rios, mas também é necessário adotar medidas, que visam melhorar a qualidade de vida da chamada civilização urbana.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Sustentabilidade e Automação


Atualmente, ao se falar em desenvolvimento socioeconômico, logo se questiona sobre sua sustentabilidade e alternativas disponíveis em energia renovável como forma de preservação do meio ambiente. Vocábulos como “energia solar”, “energia eólica” e “biocombustível” já não soam com estranheza entre os cidadãos comuns. No entanto, a tecnologia moderna não deve negligenciar um dos maiores patrimônios da humanidade: a água. 

O fato é que nenhuma técnica seria aplicada com eficiência sem o Controle e Automação. Controle consiste na arte de manipular algum sistema para se obter um resultado desejado. Embora essa interferência possa ser feita manualmente, é mais interessante quando realizada de maneira programada (automática). Daí, o nome “Automação”. Para que o leitor compreenda melhor essa engenharia, imaginemos um sistema hidráulico de um banheiro que contenha dois registros: um de água quente e outro de água fria. Dessa forma, uma pessoa ao tomar banho regula a abertura desses registros de acordo com o fluxo de água e temperatura que lhe convém. Todavia, frequentemente, temos alguma dificuldade de acertar um ponto confortável. 
Por mais que o corpo humano seja perfeito, não sabemos exatamente a que temperatura estamos tomando banho e a quantidade de água utilizada. Além disso, outras características do processo afetam seu controle, o que gera oscilações que aumentam o desperdício. Por outro lado, a automação por meio de dispositivos eletrônicos permite medições e regulações mais precisas. Baseados em modelos matemáticos que são implementados nos seus chips, esses equipamentos são capazes de operar qualquer processo de maneira eficiente evitando o alto consumo. No caso do banho, poderíamos determinar a temperatura exata e o fluxo de água que desejássemos a um custo menor. Partindo desse princípio, em um futuro próximo, teremos a “residência inteligente”, onde os eletrodomésticos, sistemas de climatização e luminosidade funcionarão com menor custo de energia e água.

Entretanto, na indústria, essa ideia já é aplicada com resultados significativos. Inicialmente, a finalidade da automatização era aumentar a produtividade dos processos de fabricação e melhorar a qualidade das tarefas realizadas pelo homem, o que, indiretamente, proporcionava um melhor aproveitamento da água. Hoje, cada vez mais, as empresas procuram sistemas de controle que causam um impacto direto na redução do seu consumo hidráulico. Na medida em que os problemas e dilemas são apresentados, novas soluções são criadas. Decerto, há um custo inicial em termos de instalação e eletricidade, no entanto, o balanço energético e o ganho final viabilizam o investimento.

Destarte, aliada à Política Nacional do Meio Ambiente, no que concerne ao melhor uso da água, a Engenharia de Controle e Automação aparece como uma das promissoras opções para o cumprimento da Lei Nº 6.938/81, que estabelece como um de seus princípios no Art. 2º** “incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais”. Trata-se de uma Ciência relativamente nova que, bem direcionada, possibilita a exploração de riquezas com respeito à natureza e que prioriza o bem estar social.

** Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que é Arquitetura Sustentável?

Segundo a Wikipédia, é considerada arquitetura sustentável toda forma de arquitetura que leva em consideração formas de prevenir o impacto ambiental que uma construção pode gerar.
Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentávelpreconiza que uma construção deve alterar minimamente o meio ambiente em que está inserida. Utilizando a maior quantidade possível de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários para iluminar e ventilar os ambientes; de forma a reduzir os desperdícios nessas áreas. Além disso, a arquitetura sustentável deve preocupar-se com o uso de materiais certificados e que venham de fornecedores legalmente estabelecidos e que professem as mesmas crenças em relação a diminuição dos impactos ambientais e das emissões de gases poluentes. É também freqüente o uso de materiais considerados ecologicamente correto como os reciclados ou os oriundos de projetos sociais. Depois de tudo; ainda há um estudo detalhado de como se portará a construção e de como serão tratados os resíduos gerados por ela; de forma a não afetar (ou reduzir drasticamente esse efeito) no ambiente que circunda o imóvel.
Através desses cuidados, a arquitetura sustentável procura elaborar prédios que sejam cada vez mais eficientes energeticamente. Assim, não é incomum a utilização de materiais alternativos e totalmente diferenciados do que se encontraria numa construção “não sustentável” nas áreas de iluminação e ventilação do prédio. A energia solar ou a eólica, dependendo da localidade em que se encontra a obra, são freqüentemente adotadas como formas limpas e de emissão praticamente zero; podendo assumir parte ou a totalidade da responsabilidade por esses itens.
Um cuidado especial é dado ao posicionamento da casa e a disposição das janelas conforme o deslocamento do sol no horizonte e a direção do vento. O uso de vidros duplos é também um aliado importante para garantir que a casa seja bem iluminada ao longo do dia pela luz do sol sem, no entanto, permitir que o calor se instale. Esse procedimento é responsável por uma economia enorme de energia que seria gasta na iluminação e na refrigeração desses lugares.
Outro item importante para a arquitetura sustentável é a utilização racional da água nos empreendimentos. Uma questão definida como básica, é o aproveitamento da água da chuva para regar plantas e jardins; lavar as áreas externas e ser usada nas descargas sanitárias. Desta forma, a economia de água é absurda e pode chegar até a trinta por cento em relação a uma construção “normal”.
A arquitetura sustentável também tem profunda preocupação com o destino correto dos resíduos gerados na própria obra. Para isso, preconiza que os entulhos oriundos da construção podem ser usados como aterros; na fabricação de tijolos e o restante pode ser reciclado de várias outras formas e aplicado de inúmeras maneiras diferentes. Reduzindo os custos e a necessidade de descarte desses resíduos nos aterros sanitários (ou até pior; de forma errada e perigosa para o meio ambiente).
Seguindo todos os parâmetros e mantendo-se dentro das especificações da arquitetura sustentável, os prédios são avaliados e recebem um selo de acordo com os parâmetros de sustentabilidade adotados na construção. Desta forma, valoriza-se o imóvel e garante-se uma vida plena e menos estressante para toda uma comunidade. Tudo isso, graças à arquitetura sustentável.
É mesmo uma pena que essas boas práticas não sejam obrigatórias em nosso país.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ecologia Urbana – Conciliando Tecnologia e Sustentabilidade

Nós inventamos a tecnologia desde que nos entendemos como seres pensantes. Flechas, arcos, lanças de madeira com pedras polidas; cordas e o próprio fogo são invenções e manipulações tecnológicas que condizem com o avanço do espírito humano à época em que vieram a lume.
Também é verdade que estas mesmas tecnologias rudimentares foram mal-utilizadas em diversas ocasiões: provocando mortes ou o desnivelamento antinatural dos iguais em essência, sempre fica claro que tanto sua criação como uso mal intencionados são ambos nascidos da mesma fonte: a mente humana.
Por este justo motivo é que não procede a preocupação atual de certos grupos em colocar, na posição de vilões, os recursos tecnológicos e seus benefícios – como que repetindo a aversão manifestada contra as máquinas da Revolução Industrial inglesa e que, posteriormente, apenas foi constatado que não era as máquinas o problema, mas os que as detinham.
Ecologia Urbana - não precisamos descartar a tecnologia para nos importarmos com a Ecologia
É inegável, portanto, que a tecnologia muito já fez por nós como raça, basta olhar para os padrões de qualidade de vida (como expectativa de vida e a medicina moderna) que podemos desfrutar hoje, ainda que existam grandes divergências em nosso mundo. É claro que não podemos negar que a busca pelo avanço tecnológico já trouxe e ainda traz sérios prejuízos ao meio ambiente. Nos resta aprender com nossos erros a criar uma consciência capaz de discernir até onde podemos abusar da sorte e aprender a tentar minizar nossos impactos, afinal de nada adianta melhorar os padrões de vida se em pouco tempo talvez não exista mais condições dela se manter no planeta.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Qual a Vantagem do Desenvolvimento Sustentável?

Qual a vantagem do desenvolvimento sustentável?
uso consciente dos recursos naturais é muito vantajoso para a grande maioria das empresas. Se forem sustentáveis, essas empresas ganham uma boa imagem com seus consumidores, e até mais do que isso: elas ganham maior independência do mercado externo para adquirir matéria-prima e energia.
Por vários motivos, as empresas que praticam odesenvolvimento sustentável têm a tendência de crescer evolutivamente. O primeiro motivo é a própriapropaganda que está sendo cada vez mais aceita pelo público geral, como dito acima. A segunda razão se refere aos investimentos em longo prazo, Principalmente nos setores que necessitam de recursos do meio ambiente, considerados não renováveis: as empresas que trocam as tecnologias que degradam a natureza por outras mais sustentáveis percebem geralmente um bom lucro. Isto porque a mesma se torna mais independente dos preços impostos pelo mercado externo, este costuma encarecer muito os preços das matérias-primas, quando estas estão em falta no mercado. Além desses fatores, existem empresas que renovam suas tecnologias de produção de energia, de extração e de projetos sociais. Isto faz com que as mesmas cresçam continuamente.
A sustentabilidade econômica visa tanto o crescimento, ou melhor, a evolução, da empresa ou da indústria, quanto os princípios éticos sobre as questões ambientais. É muito comum que haja interferências políticas sobre o assunto. Entretanto os órgãos políticos têm muito cuidado antes de fazer uma lei sustentável, pois o prejuízo das empresas e industriais poderia atrapalhar toda a economia (aumentando a inflação, por exemplo). Quando há esse tipo de intervenção, os países devem apontar alternativas para que estas empresas gerem lucros, mas ao mesmo tempo contribuam para o desenvolvimento sustentável. Um exemplo de uma boa influência política é a criação de leis que dêem incentivos fiscais.
O desenvolvimento sustentável se interliga diretamente às áreas da economia e da ecologia sustentáveis, entretanto em longo prazo também interferem na social, mudando a qualidade de vida da população geral.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Meio Urbano: Sustentabilidade Urbana e Arquitetônica

Sustentabilidade aplicada nas construções
Com o grande crescimento arquitetônico das cidades, a grande discussão da atualidade é: como crescer e modernizar sem danificar o meio ambiente. Esta questão gira em torno de sua suposta “resposta” aSustentabilidade Urbana.
A sustentabilidade urbana encarrega-se de proporcionar um crescimento urbano sustentável no presente e no futuro. Uma maneira socioeducativa e ambiental de se conservar o planeta. Isso em um sistema que tende a modificá-lo, como no caso das construções civis e do crescimento urbano.
Através da sustentabilidade urbana o termo desenvolvimento pode ser visto com mais alívio. E a sua prática resulta em uma população urbana mais sadia e certa de um futuro próspero. A sustentabilidade não depende só da ciência ou de pesquisas, há também a necessidade de uma educação social. É precisão trabalhar a população para se adequar a este conceito de sustentabilidade.
As Ecovilas são um bom exemplo, elas através de uma política de conservação e cuidado com o meio em quem vivem; se submetem a técnicas de aproveitamento de espaço sem danificar o meio ambiente. As casas ecológicas também são de grande benefício à questão da sustentabilidade urbana. Elas conceituam uma nova forma de se construir através do uso de materiais ecológicos e biodegradáveis.
Em meio a esse processo de conservação e recuperação do meio ambiente é de extrema importância o uso daArquitetura sustentável. Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentável baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais da atualidade, sem renunciar à moderna tecnologia e atendendo as necessidades de seus usuários.
Fazendo uso de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários, a arquitetura sustentável junto à sustentabilidade urbana dão garantia de um planeta sadio a humanidade.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Iluminação Econômica

A grande maioria dos brasileiros não vê a chegada da conta de energia elétrica como um dos momentos mais favoritos do mês, pois, geralmente, é uma surpresa bastante desagradável. Orçamentos apertados ficam ainda mais complicados para se gerenciar em épocas de frio, onde o chuveiro gasta mais energia do que o costume, fazendo com que a cobrança fique ainda maior.
Uma forma bastante adequada de ter uma economia de energia é a utilização das lâmpadas fluorescentes. A sua economia vem do simples fato que este tipo de lâmpada converte a energia elétrica mais em luz do que calor, ao contrário dos produtos convencionais, de filamento. Desta forma, atinge eficiência maior, durando mais tempo do que as lâmpadas convencionais e propiciando uma iluminação de melhor qualidade.
Um problema relacionado a este produto é garantir a sustentabilidade em casa. Como utilizam de gás e, em alguns casos, mercúrio, após sua utilização deve ser descartada adequadamente para que não agrida o ambiente e cause efeitos nocivos aos seres vivos. Este efeito deve ser levado em conta ainda mais por empresas, que por seu consumo em larga escala, podem agredir de forma mais grave o ambiente.
Desta forma, vê-se que o uso de lâmpadas fluorescentes causa redução de consumo de energia, chegando a ser quatro vezes mais eficiente que os produtos de filamento. Entretanto, esta economia tem um preço ao ambiente, que deve ser levado em conta pelo consumidor, a fim de que seu consumo não cause um prejuízo ambiental.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sustentabilidade empresarial




    Sustentabilidade empresarial é definida como uma forma de agir de modo a respeitar o meio ambiente e a sociedade. Para uma empresa considerar-se sustentável, precisa adotar práticas que garantam seu desenvolvimento econômico, mas não agrida o planeta.

    A fim de enaltecer as atitudes comprovadamente sustentáveis a BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) criou o ISE (Índice de Desenvolvimento Sustentável). Funciona como uma ferramenta comparativa das empresas que tem ações na bolsa de valores, assim os investidores podem optar por aplicar seus recursos em empresas que tenham comprometimento social e ambiental, transformado sustentabilidade em marketing e agindo na capacidade da empresa de atrair capital para sua base de investimentos.

    Não são todas as empresas que comprometem-se satisfatoriamente com a sustentabilidade. Esta prática costuma ser vista como um ampliador de custos nos processos industriais e nos preços de revenda. Felizmente, esta resistência empresarial está diminuindo, mas para que as empresas adotem de vez os conceitos de sustentabilidade o consumidor pode ter uma importante função, tem o poder de escolher de quem comprar, e fazer as empresas entenderem que já não há mais espaço para a metodologia do “lucro pelo lucro”.





Referências

http://www.sustentabilidade.sebrae.com.br/Sustentabilidade/Cartilhas/Tend%C3%AAncias-de-sustentabilidade-para-os-pequenos-neg%C3%B3cios

http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/voce-sabe-sustentabilidade-empresarial/ 

http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoIndice.aspx?Indice=ISE&idioma=pt-br


Links Interesantes http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/as-10-praticas-de-rse-que-os-consumidores-mais-valorizam#3

http://www.sustentabilidade.sebrae.com.br/Sustentabilidade/Cartilhas/Como-ganhar-mais-adotando-pr%C3%A1ticas-sustent%C3%A1veis%3F#