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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano, diz OMS


Mais de sete milhões de pessoas morrem por ano no mundo por causa da poluição ambiental, seja dentro ou fora de casa, o que transforma a contaminação do ar no principal risco do meio ambiente para a saúde.Esta foi a denúncia feita nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que apresentou as últimas estatísticas sobre poluição. Conforme esses dados, uma em cada oito mortes no mundo estão relacionadas com a exposição a ambientes poluídos."Os números são surpreendentes, são dramáticos. Isso é um problema que afeta todos, tanto países em desenvolvimento quanto os desenvolvidos. Mas ter esses números já é um primeiro passo positivo, porque nos dá conhecimento para poder atuar e resolver o problema", explicou em entrevista coletiva María Neira, diretora do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.Os dados atuais são de estatísticas da mortalidade mundial em 2012. Antes disso, os últimos registros que a agência sanitária das Nações Unidas tinha eram de 2008 e os números de mortes relacionadas com a poluição ambiental eram de 3,5 milhões, exatamente a metade dos revelados agora.No entanto, María ressaltou que não se deve acreditar que os casos duplicaram em seis anos. É preciso ter em conta que uma nova metodologia e uma nova tecnologia permitiram fazer uma radiografia mais precisa da situação.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nova descoberta permite a criação de eletrônicos à base de Grafeno

Grafeno

O processo só é possível porque os cientistas descobriram uma maneira de fazer com que os elétrons atuem como fótons. Assim, é necessário aquecer o material composto por nanopartículas de grafeno a 1000ºC. O silício presente no meio é totalmente derretido, sobrando apenas nanofitas de grafeno com bordas perfeitamente lisas.
O mais importante de todo o processo é a formação das bordas lisas. Elas são responsáveis pela melhor locomoção dos elétrons ao logo do grafeno. Dessa forma, os elétrons passam a se comportar como luz, sem dispersão e praticamente sem resistência graças ao formato da fibra.
A nova forma de eletrônicos a base de grafeno é possível porque as nanopartículas atuam como semicondutores. A diferença entre a nova descoberta e o grafeno comum é que os transistores comuns feitos com o material não podem ser desligados. Agora, pode haver uma forma de desligar os aparelhos.
Contudo, cientistas ainda necessitam aperfeiçoar as nanopartículas, para que essas possam ser utilizadas na confecção de eletrônicos. Isso é uma aplicação da tecnologia do futuro, mas que pode estar mais próximo do que imaginamos.

O Grafeno

O grafeno é composto por átomos de carbonos reunidos, formando uma camada finíssima de grafite. Quando isolado, o grafeno ganha propriedades incríveis e pode substituir materiais raros e escassos.
O material foi descoberto em forma teórica pelo físico pelo Philip Russel Wallace em 1947, mas só em 1962 que ele se tornou realidade. Em 2004, o grafeno foi testado pela primeira vez como transistor e, desde então, é considerado o material do futuro por muitos cientistas.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Gestão de Pessoas na Produção: O grande desafio da Indústria para aumentar a Produtividade

Gerenciamento de Pessoas e o desafio para aumentar a Produtividade
Uma questão delicada é se a empresa deve ou não ranquear os operadores, ter uma lista dos melhores e piores, e vou me basear no artigo “Should I Rank My Employees?” publicado no “The Wall Street Journal” (artigo original). A gestão de pessoas é a gerência mais complicada quando estamos falando de serviços, sejam eles em uma indústria de manufatura ou em uma empresa genuinamente de serviços.
Como fazer a gestão e ser o mais justo possível?
É isso que vamos analisar. A pessoa mais influente e bem sucedida no mundo no que se refere a gestão de pessoas é Jack Welch, ex-CEO da General Eletric e hoje consultor em gestão de empresas. No artigo mencionado são apresentadas as considerações de Jack Welch a respeito de “ranqueamento” (ou classificação se você preferir) de funcionários e a proposta é: “Classifique seus funcionários pelo menos uma vez por ano e divida em 3 categorias: O 20% melhores (the Top), os 70% intermediários (the Middle) e os últimos 10 % (the Bottom).”
E o que fazer com cada grupo?
“Os 20% melhores devem ser elogiados, acarinhados e receber uma generosa recompensa financeira.” Welch argumenta: “recompensas financeiras para um grupo muito grande é um erro”.
“Os intermediários (70% dos funcionários) devem ser orientados, receber treinamento e definição de metas, com o objetivo de dar-lhes uma oportunidade para melhorar. Mantê-los motivados é a parte mais difícil da tarefa do gerente, ele diz. “Você não quer perder a grande maioria dos seus funcionários – você quer melhorá-los”.
Para os últimos 10% “não tem o que ser feito”, diz Welch. “Eles tem que ser demitidos.”
Alguns críticos, como os professores de Stanford Jeffrey Pfeffer e Robert Sutton, dizem que essa metodologia pode criar uma disputa entre os funcionários para ver quem será beneficiado e quem não será e isso pode prejudicar o trabalho em equipe.
Uma questão muito importante para que isso não aconteça é identificar de forma justa quem são os melhores, os que precisam de investimento e os piores. Quanto mais transparente e independente for essa análise melhor serão os resultados da estratégia.
Uma outra coisa importante conforme o artigo “é que a demissão de funcionários por desempenho é uma coisa difícil para um gerente fazer – difícil porque tem consequências humanas reais, e difícil, porque muitas vezes é uma admissão de fracasso de gestão, particularmente se o empregado é alguém que o gerente contratou . Como resultado, a maioria dos gestores tendem a evitar tais decisões. Não é nada  legal demitir 10 por cento de seus funcionários a cada ano”.
“Se você tem que demitir alguém, a chave para fazer isso relativamente bem não é o que você diz ou faz na última reunião, é o que você tem dito e feito nos meses anteriores.”
Um modo de avaliar com isenção as atividades de funcionários é ter uma ferramenta que permita que o próprio funcionário informe o que está fazendo e quando não puder fazer porque não está fazendo, nem sempre é culpa do funcionário. Uma ferramenta assim permite ser honesto e transparente, se as informações fornecidas estiverem incorretas (o funcionário “puxou demais a sardinha pro seu lado”) isso é possível de ser detectado com base nas análise dos dados.
Ninguém precisa fazer propaganda do trabalho, é só registrar honestamente o que está fazendo.

Difícil mas imprescindível para o aumento da produtividade e aumentar a produtividade hoje é uma questão de vida ou morte para a indústria brasileira

quinta-feira, 15 de maio de 2014

" Velejadores, não caiam nas águas do Rio"...

Em reportagem publicada , o New York Times adverte:  " Velejadores, não caiam nas águas do Rio"...         
O texto fala do péssimo estado de limpeza da Baía de Guanabara e traz o depoimento do velejador australiano Nico Delle Karth, que considera a baía o lugar mais sujo que ele já treinou. Lars Grael, ganhador de duas medalhas olímpicas pelo Brasil, também falou, "escura, marrom e fétida" baía carioca e revela já ter encontrado cadáveres humanos em quatro ocasiões. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A jogada ruralista para fatiar o latifúndio

Mata Atlântica
O registro eletrônico que atende pela sigla CAR serve para identificar o proprietário e a área de propriedade rural, mostrar quem tem passivo ambiental e quem está cheio de ativos florestais. O Ministério do Meio Ambiente trabalhou meses neste instrumento. Criou um sistema nacional, o Sicar, que permite a qualquer produtor baixar o aplicativo no computador, preencher as informações sobre o imóvel e seus limites e indicar nas imagens de satélite onde ficam a Reserva Legal e as Áreas de Proteção Permanente. É um processo de declaração de matas (ou da falta delas) muito parecido ao do Imposto de Renda. O arquivo é depois enviado às secretarias estaduais que analisam os dados. Quem desmatou o que não podia terá 20 anos para consertar o estrago. Se em cada palmo da terra há grãos plantados e não há espaço para nenhuma árvore, pode-se compensar a dívida procurando outra propriedade no mesmo Estado e bioma que tenha ativos, e pagar para que as florestas do vizinho sejam mantidas em pé. Tudo lindo, tudo pronto há meses, mas nada funcionando. “O CAR é o eixo condutor do Código. Tudo é baseado em quem fez o cadastro, da liberação de créditos a incentivos econômicos”, diz Roberto Smeraldi, diretor de políticas da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Sem ele é impossível implementar o resto da lei” continua. Por quê, então, o troço não decola? “É um atraso político”, diz o ambientalista.

Leia mais em ://www.sosma.org.br/blog/jogada-ruralista-para-fatiar-o-latifundio/#sthash.5ArTCC7v.dpuf

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Elipse Software lança a versão 4.5 do Elipse Power

Elipse Software lançou a versão 4.5 do Elipse Power. A nova versão do software, voltado para a área de energia, facilita o manuseio da ferramenta de modelagem pelo usuário através de novas opções de importação de objetos para as telas e novas medidas e comandos para proteção e posição dos taps. Segundo a Elipse, tais melhorias também levam à rapidez do processo.

Elipse Power 4.5 - Screenshot

A atualização do software também garantiu novas funcionalidades para a ferramenta PowerExplorer, a qual poderá manipular e criar novas abas de controle, com novas opções de confirmação de comandos. Quanto aos bancos de dados, foram implementadas algumas melhorias nos logs e na conexão com os servidores em mirroring.

Leia mais em http://www.automacaoindustrial.info/elipse-software-lanca-versao-4-5-elipse-power/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Guia online Universia ensina tudo para quem deseja estudar ou trabalhar no exterior

Quem pretende estudar ou trabalhar no exterior agora pode contar com informações detalhadas que revelam as particularidades de 30 países, tudo organizado em infográficos criados pela Universia Brasil. O guia online e gratuito disponibiliza dados sobre países como Espanha, México, Estados Unidos, Finlândia, França, Dinamarca e outros.
Guia online Universia ensina tudo para quem deseja estudar ou trabalhar no exterior
Através do guia, a Universia procura facilitar a vida de quem pretende trabalhar ou estudar no exterior, divulgando ainda, o que fazer para ingressar na universidade que se tem em mente e como conseguir as bolsas que a instituição disponibiliza para estrangeiros.

Leia mais em: http://www.automacaoindustrial.info/guia-online-universia-ensina-tudo-para-quem-deseja-estudar-ou-trabalhar-exterior/

terça-feira, 6 de maio de 2014

Gerenciamento de Ativos: Automação Industrial entregando informações para a Manutenção Industrial

A manutenção industrial cada vez tem que ser mais eficaz na gestão do ciclo de vida dos equipamentos industriais. Para isso, a automação industrial passa a ter papel de destaque cada vez mais importante no âmbito industrial.
Gerenciamento de Ativos: A Automação Industrial entregando informações para a Manutenção Industrial
Com o grande avanço tecnológico da Tecnologia da Informação (TI) e da Tecnologia da Automação (TA), hoje temos equipamentos de instrumentação e controle cada vez mais inteligentes, não só desempenhando suas funções primárias, mas também entregando inteligência ao processo, resultando em tomadas de decisões na manutenção mais pontuais, otimizando recursos, na ponta, reduzindo custos dos ativos.
As tendências em gerenciamento de ativos na automação passam por uma evolução nas aplicações dos sistemas de segurança (SIS) e nas redes sem fio Wireless para automação industrial.
Concluímos que, na competitividade industrial o gerenciamento de ativos é sensível à gestão dos custos, tanto produtivos quanto de manutenção, podendo diferenciar as melhores margens de operações produtivas no setor industrial, entregando vantagem competitiva.

Leia mais em: http://www.automacaoindustrial.info/gerenciamento-de-ativos-automacao-industrial-entregando-informacoes-para-manutencao-industrial/

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Não Pense Somente No Agora ! Pense No Futuro De Sua Geração No Amanhã, !!

Conceitualmente, a reciclagem é um processo de transformação aplicado a materiais que podem voltar ao estado original, convertendo-se em produtos iguais em todas as suas características, sendo um conceito diferente do de reutilização.
Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.



No meio ambiente , tanto a reciclagem, como a reutilização podem reduzir a acumulação progressiva de resíduos, evitando a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores, com emissões de gases como metano e gás carbônico, consumo de energia, agressões ao solo, ar e água, entre outros tantos fatores negativos.
 Leia Mais em :http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem

quarta-feira, 30 de abril de 2014



Conceitualmente, a reciclagem é um processo de transformação aplicado a materiais que podem voltar ao estado original, convertendo-se em produtos iguais em todas as suas características, sendo um conceito diferente do de reutilização.
 
Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.
No meio ambiente, tanto a reciclagem, como a reutilização podem reduzir a acumulação progressiva de resíduos, evitando a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais arvores, com emissões de gases como metano e gás carbônico, consumo de energia, agressões ao solo, ar e água, entre outros tantos fatores negativos.


 Leia Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Licenciamento Ambiental

Licenciamento Ambiental é uma certificação obrigatória a ser providenciada por qualquer tipo de empreendimento ou atividade (pública, privada ou mista) que seja considerada potencialmente poluidora, degradante ou prejudicial ao meio ambiente.
A obrigatoriedade do certificado se dá pela Lei 6938 de 1981e é expedido pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), por meio da abertura de um processo de solicitação, que pode ser conduzido por órgãos representantes federais, estaduais ou municipais, como Secretarias do Meio Ambiente.
O objetivo da certificação ambiental é compatibilizar o desenvolvimento e as atividades humanas com a proteção do meio ambiente, possibilitando o crescimento sustentável do país.
Além disso, o empreendedor que solicita a abertura do Licenciamento contribui com o desenvolvimento sustentável de sua região, fica regularizado com a lei e passa a contar com alguns benefícios, como condições especiais em empréstimos financeiros e redução de taxas e impostos.
E para conseguir o licenciamento, a pessoa responsável pelo empreendimento deve solicitar a abertura de processo ainda na fase de implantação do projeto.
Leia mais em http://www.ecologiaurbana.com.br/atitudes-sustentaveis/conheca-pouco-licenciamento-ambiental/

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Brasil líder mundial em conhecimento e tecnologia de cana e etanol - A contribuição da FAPESP

O Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo e ocupa posição de liderança na tecnologia de sua produção. Os avanços tecnológicos permitem que a produtividade seja destacada e os custos de produção bem inferiores aos dos concorrentes internacionais.
Brasil líder mundial em conhecimento e tecnologia de cana e etanol - A contribuição da FAPESP (livro em pdf)Essa liderança e competitividade deve-se ao longo trabalho de muitos anos feito por pesquisadores em instituições de ensino e pesquisa e em empresas privadas, que resultou em valiosa bagagem de conhecimento e de tecnologia sobre a cana, seus derivados e sobre o processo de fabricação do etanol de cana.
As pesquisas trataram de temas diversos, como o melhoramento genético da planta, combate a pragas, técnicas agrícolas e de colheita, impactos da cultura no meio ambiente, e tecnologias de fabricação do etanol, incluindo-se a hidrólise e fermentação.
Manter a liderança e a competitividade no momento em que o mundo descobre o bioetanol como uma alternativa energética e muitos países investem maciçamente na tecnologia de sua produção, a partir principalmente de celulose, exige mais esforço brasileiro em pesquisa.
A publicação Brasil líder mundial em conhecimento e tecnologia de cana e etanol – A contribuição da FAPESP reúne informações sobre projetos de pesquisa em cana-de-açúcar, etanol e outros produtos industriais apoiados pela FAPESP nos últimos dez anos. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Biodiversidade Aquática

Biodiversidade Aquática ... é um termo abrangente que considera tanto o conjunto dos ecossistemas aquáticos continentais, costeiros e marinhos como os seres vivos que vivem ou passam parte de seu ciclo biológico nestes ambientes. Parte destes organismos vivos, como peixes, moluscos, crustáceos e algas é considerado como " recurso pesqueiro" uma vez em  que são alvo da atividade pesqueira.
A água é a base da vida conferindo um valor intrínseco aos ambientes aquáticos. Assim, as diretrizes, ações e políticas devem ser transversais não apenas geograficamente , mas setorialmente.

Dentre as ações em execução, destacam-se aquelas de coordenação da implementação da Convenção de Zonas Úmidas de Importância Internacional - Convenção de Ramsar ; as de conservação de alguns ecossistemas considerados como berçários e também com alta produtividade da zona costeira e marinha, tais como os recifes de coral e os manguezais; as ações integradas de conservação e uso sustentável dos recursos pesqueiros, além do desenvolvimento da vertente ambiental do Programa Antártico Brasileiro.

http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mortes por poluição


Nos Estados Unidos acontecem cerca de 200 mil mortes por ano em decorrência da emissão de poluentes de fontes de combustão como chaminés industriais, escapamento de veículos e geração de energia elétrica com carvão. A conclusão é de um estudo a ser publicado na edição de novembro da revista Atmospheric Environment realizado por pesquisadores do Laboratório para Aviação e Meio Ambiente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). São mortes relacionadas a doenças cardiopulmonares, câncer de pulmão e outras enfermidades respiratórias. Os pesquisadores, liderados pelo professor Steven Barrett, indicam que a maior fonte de poluentes de material particulado fino, com diâmetro menor que 2,5 micrômetros, é o transporte rodoviário, responsável por 53 mil mortes, seguida da produção de energia com carvão, com 52 mil mortes. Com os dados do Inventário Nacional de Emissões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que mapeia as fontes de emissão, eles concluíram que o estado da Califórnia é o mais problemático, com 21 mil mortes por ano, tendo como causas o transporte rodoviário e o aquecimento residencial e comercial. Para Barrett, em comunicado do MIT, “nos últimos 10 anos, as evidências ligando a exposição da poluição atmosférica ao risco de morte prematura estão solidificadas e ganharam força científica e política”.

domingo, 13 de abril de 2014

Poli-USP desenvolve veículo autônomo subaquático

O Pirajuba, nome de origem tupi que significa “peixe amarelo”

Está em fase de testes a terceira versão do Pirajuba, protótipo de veículo subaquático não tripulado desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos (PMR) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O projeto de AUV – sigla em inglês de veículo autônomo submerso – teve início em 2008 com o objetivo de servir de plataforma de testes para pesquisas nas áreas de dinâmica, controle e navegação de veículos submarinos (ver Pesquisa FAPESP n°141). Desde então seus principais componentes vêm sendo aperfeiçoados. Em 2011 passou a ser adaptado para missões oceanográficas e de monitoramento ambiental. O objetivo é que o AUV possa, no futuro, facilitar o mapeamento do solo marinho, além de ser usado em trabalhos de inspeção de instalações submersas, como oleodutos, gasodutos e emissários submarinos.
O Pirajuba, nome de origem tupi que significa “peixe amarelo”, já havia sido testado em tanques de prova, como os do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, para avaliar como reagia à resistência da água. Em julho de 2012 e janeiro de 2013 foram realizados pela primeira vez testes no mar de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com o apoio da Marinha do Brasil, a fim de verificar sua funcionalidade e dinâmica de navegação. À época, os algoritmos de piloto automático foram verificados, manobras pré-programadas executadas e dados de navegação e batimetria lidos e armazenados. Novos testes estão previstos para a segunda metade de 2013.
Em julho de 2012 e janeiro de 2013 foram realizados pela primeira vez testes no mar de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com o apoio da Marinha do BrasilA utilização do Pirajuba em missões científicas em águas rasas deve ter início até o final deste ano. Para isso ainda são necessários ajustes no sistema de navegação, implementação de sistemas de segurança e a adaptação de sensores oceanográficos. A expectativa é que o veículo seja produzido em versões que possam ser utilizadas também na inspeção de estruturas submersas. “Além disso, os subsistemas desenvolvidos devem promover a capacitação do laboratório em diversos aspectos da tecnologia submarina”, avaliou o engenheiro.
Em formato de torpedo (veja foto), o Pirajuba tem 1,78 metro de comprimento, 23 centímetros de diâmetro e pode atingir a velocidade aproximada de 10 quilômetros por hora (km/h). “O AUV possui energia e capacidade de processamento, com computadores de bordo acoplados. Assim, não depende da assistência humana durante suas missões”, explicou o engenheiro. Seu sistema de energia baseia-se em um banco de baterias de polímero de lítio, que oferecem altas densidades relativas de energia e a possibilidade de serem moldadas de acordo com a geometria do casco do robô.
Segundo o pesquisador, as melhorias alcançadas nessa terceira versão do Pirajuba referem-se à concepção mecânica de seus componentes principais, como casco, sistema de propulsão e manobra e estrutura interna do vaso principal. “Esta versão está muito mais operacional que as anteriores, beirando a de um protótipo comercial”, comentou. “O sistema de vedação e proteção catódica dos vasos está validado, a manipulação dos componentes do veículo e sua manutenção foram facilitadas, o sistema de flutuação está integrado ao casco conforme o projeto assistido por computador, o sistema de manobra é mais preciso e os programas de controle embarcado e interface com a base de comando estão mais refinados e de fácil utilização”, explicou.

sábado, 12 de abril de 2014

Brasil quer antecipar Cbers-4

Estrategias_Cbers6

Parceiros no lançamento de satélites de observação da Terra desde 1999, Brasil e China discutem a viabilidade de antecipar 
a montagem e o lançamento do Cbers-4 (sigla para satélite sino-brasileiro de recursos terrestres), depois do fracasso do lançamento do Cbers-3, no dia 9 de dezembro. 
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) gostaria de lançar o novo satélite até o fim de 2014 ou até meados de 2015. No cronograma original, o Cbers-4 deveria entrar em órbita em dezembro de 2015. As datas foram discutidas durante uma reunião do comitê de coordenação do programa Cbers 
em Pequim, na China, 
que também debateu 
as causas da perda 
do Cbers-3. O satélite 
foi lançado por um foguete chinês Longa Marcha 4B, do Centro 
de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, China, mas uma falha na terceira e última etapa do lançador impediu que entrasse em órbita. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o motor de propulsão do foguete chinês foi desligado 
11 segundos antes do previsto e impediu que 
o satélite atingisse a velocidade mínima para ser mantido em órbita. 
O Cbers-3 estava equipado com quatro câmeras que iriam coletar imagens da superfície 
da Terra. O objetivo 
era monitorar desastres naturais e acompanhar alterações da cobertura vegetal, com aplicação 
no combate a desmatamentos e queimadas na Amazônia. O Cbers-3 seria o quarto satélite do programa 
a entrar em órbita e substituiria o Cbers-2B, que encerrou suas atividades em 2010. O programa sino-brasileiro está, desde então, sem satélites para produzir imagens. O governo brasileiro investiu 
R$ 160 milhões no projeto, segundo o Inpe.

domingo, 6 de abril de 2014

Robô-mosca paira no ar



Inseto artificial é do tamanho da mosca doméstica e bate as asas 120 vezes por segundo

As moscas são acrobatas do ar, capazes de desviar de um mata-moscas ou de uma palmada em frações de segundo. Esses incômodos insetos conseguem ainda executar manobras difíceis, como pousar em flores em movimento em razão da presença de vento nas redondezas. Assim, dotado de todos esses predicados de difícil reprodução no laboratório, seria também o robô miniaturizado criado por Kevin Ma e seus colegas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram um robô com o tamanho aproximado de uma mosca que executa proezas aéreas semelhantes às das moscas-domésticas (Science, 3 de maio). Feito de microestruturas de tecido compósito, o robô-mosca bate suas asas, confeccionadas de um material piezoelétrico (que transforma eletricidade em movimento), cerca de 120 vezes por segundo. Os pesquisadores acoplaram seu robô-voador a uma pequena fonte de energia externa e descobriram que o inseto artificial consome cerca de 19 miliwatts de eletricidade durante o voo, aproximadamente o mesmo que uma mosca de tamanho similar gastaria para realizar essa tarefa. O projeto tem como objetivo fornecer uma nova maneira de estudar a mecânica de controle de voo, agora numa escala equivalente à dos menores seres da natureza capazes de alçar voo e de passear pelo ar com extrema desenvoltura. Outra meta do trabalho, de acordo com os pesquisadores, é propiciar subsídios para futuros estudos sobre fontes de energia miniaturizadas, sensores e tecnologias de computação.

sábado, 5 de abril de 2014

Nanossatélite AESP-14, desenvolvido pelo ITA e Inpe, em câmara de teste
Nanossatélite AESP-14, desenvolvido pelo ITA e Inpe, em câmara de teste
Criados em 1999 como uma ferramenta educacional, os cubesats – nanossatélites em forma de cubo com 10 centímetros de aresta, medida que engloba altura, largura e profundidade – tornaram-se um instrumento relativamente barato e rápido para coletar dados espaciais. Eles são usados para diversas finalidades, que vão da detecção de sinais eletromagnéticos que antecedem os terremotos a sistemas de sensoriamento de condições atmosféricas, passando pelos testes de sistemas biológicos, como a produção de proteínas bacterianas no espaço, até a observação de fenômenos no solo, entre outras aplicações. Desde os primeiros cubesats lançados em 2003, quando seis projetos pegaram carona no veículo de lançamento russo Rockot, até abril deste ano foram feitos 130 lançamentos, 65 dos quais apenas no ano passado.
No Brasil, o programa para construção de satélites de pequeno porte, iniciado em 2003 por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), começa a mostrar resultados concretos com a previsão de lançamento de quatro minissatélites ainda este ano. O primeiro, com lançamento programado para 19 de junho, é o NanoSatC-BR1 – sigla de nanossatélite científico brasileiro. A área espacial pegou emprestado o prefixo nano – relativo a tamanhos de um milímetro dividido por um milhão – para designar satélites muito pequenos. O BR1, com pouco menos de um quilo de peso, foi concebido e desenvolvido por pesquisadores do Centro Regional Sul do Inpe, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Depois da realização de ensaios como o de vibração, que simulam as condições na fase de lançamento, ele foi levado para Delft, na Holanda. Lá serão feitos outros testes antes de o artefato ser enviado para a Rússia, onde será lançado pelo foguete DNEPR, um antigo míssil nuclear soviético-ucraniano convertido em plataforma de lançamento comercial. “O foguete leva um satélite principal e nos locais vagos são acondicionados vários satélites menores”, explica Otávio Durão, coordenador de engenharia e tecnologia espacial do projeto na sede do Inpe, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
A bordo do cubesat BR1 irá uma placa com três cargas úteis. Uma delas é um sensor chamado magnômetro, que irá estudar o campo magnético terrestre e sua interação com a radiação ionizante proveniente do Sol e das estrelas. Seu objetivo é estudar um fenômeno conhecido como anomalia magnética do Atlântico Sul, que ocorre na região costeira sul do Brasil. Nesse local os pesquisadores apontam a existência de uma falha na magnetosfera terrestre que permite à radiação ionizante espacial chegar mais perto da superfície. Como consequência, existe um risco maior da presença de partículas de alta energia que podem afetar as comunicações, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), as redes de distribuição de energia ou mesmo causar falhas em equipamentos eletrônicos como computadores de bordo. As medições do sensor serão feitas pelo cubesat a partir de uma órbita baixa próxima de 600 quilômetros de altitude, sobrevoando os polos terrestres.
016-021_CAPA_nanosatelite_219-1“Também vamos testar no espaço os dois primeiros circuitos integrados projetados no Brasil para uso espacial”, diz Nelson Jorge Schuch, físico de formação e coordenador-geral do Programa NanoSatC-BR – Desenvolvimento de Cubesats no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais e gerente do Projeto BR1 do Inpe. Um dos circuitos recebe comandos do solo com instruções para ligar e desligar a carga útil, câmera etc. “O método de projeto usado para o desenvolvimento deste circuito faz com que ele tenha proteção à radiação do espaço e é isto que se deseja testar em voo”, relata Schuch.
O outro circuito eletrônico integrado tem como base um software, desenvolvido pelo laboratório do grupo de Microeletrônica do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também parceira no desenvolvimento, que protege o hardware de falhas causadas pela radiação. Duas estações terrenas de rastreio e controle de nanossatélites, uma em Santa Maria (RS) e outra instalada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, irão monitorar ocubesat BR1 em órbita, rastreando e baixando os dados que o satélite deverá adquirir no espaço. Essas estações já estão recebendo dados de outros satélites em órbita.
Entre os nanossatélites brasileiros que se preparam para ganhar o espaço, um deles, o Tancredo-1, se destaca por ter como construtores estudantes do ensino fundamental da escola municipal Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba, litoral norte paulista. “A ideia de montar um satélite surgiu numa conversa com alunos do quinto ano, que trabalhavam em um projeto de iniciação científica”, relata o professor de matemática Candido Osvaldo de Moura, coordenador do projeto. O apoio financeiro de um empresário local, que contribuiu com R$ 16.500,00, foi o ponto de partida para a concretização do sonho, que entrou no quinto ano com o envolvimento de 150 alunos. “Compramos os componentes e o satélite foi montado peça por peça aqui”, relata o professor.


Lançamento de satélites do módulo japonês a partir da Estação Espacial Internacional
Nos Estados Unidos há um movimento crescente de missões espaciais que têm como plataforma os cubesats. A agência espacial Nasa, por exemplo, colocou em órbita em novembro do ano passado 29 satélites em uma única missão, composta por um satélite militar e 28 cubesatsprojetados e construídos por diversas instituições universitárias. Um deles, chamado de PhoneSat 2.4, utilizou como computador de bordo o hardware de um telefone celular. Empresas privadas como a Planeta Labs de San Francisco, criada em 2010 por três ex-cientistas da Nasa, também estão investindo nessa plataforma de coleta de dados. Em fevereiro deste ano, ela lançou, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), uma frota de 28 nanossatélites chamada Flock 1, que vai fotografar a Terra continuamente. Segundo a empresa, as imagens irão permitir a identificação de áreas de desastres ambientais e ajudarão a melhorar a produção agrícola nos países em desenvolvimento (ver mais sobre o assunto na Nature de 17 de abril de 2014).
Um segundo cubesat do programa NanoSatC – o BR2, com o dobro do tamanho do primeiro e maior capacidade de carga útil – está em fase de finalização e a expectativa de que seja lançado em 2015. “As cargas úteis já foram definidas, estão em desenvolvimento e agora precisamos contratar o lançamento”, diz Durão. Uma delas é composta por um sensor para detecção de partículas na ionosfera e a outra por um subsistema para a determinação de atitude que define a posição angular do satélite, essencial, por exemplo, para tirar uma fotografia ou mirar uma antena. Esse subsistema, que está sendo feito pela primeira vez no Brasil, foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Inpe, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do ABC (UFABC). Ele é um item crítico para satélites por causa de sua aplicação  também militar, o que limita o acesso a essa tecnologia a alguns poucos países. O custo para montagem da plataforma do BR2, com modelos de engenharia e de voo e estação de solo, ficou em R$ 748 mil.
© LÉO RAMOS
Alunos de escola de Ubatuba aprendem a montar um tubesat
Alunos de escola de Ubatuba aprendem a montar um tubesat
O Centro Renato Archer em Campinas também participou da construção da carga útil dos NanosatC-BR1 e 2, por meio do Projeto Citar, cujo objetivo é o desenvolvimento de circuitos integrados com proteção à radiação para diversas aplicações, inclusive espaciais, para grandes satélites como os de telecomunicações e outros. “Estescubesats, e os demais do programa, serão utilizados como plataformas de testes no espaço para estes circuitos”, relata o engenheiro eletricista Saulo Finco, do Centro Renato Archer e coordenador do projeto. O BR1 já tem como uma de suas cargas úteis um dos circuitos desenvolvidos dentro do Projeto Citar.
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Todos os subsistemas dentro do Serpens, como computadores de bordo, painéis solares e outros componentes obrigatórios, foram duplicados. E cada um dos setores levará uma carga útil cujo objetivo é testar um conceito tecnológico para os cubesats de recebimento e transmissão de mensagens por sistema de rádio, que, no futuro, poderá ser usado para coleta de dados. “Um dos setores levará uma carga útil composta por um transponder [dispositivo para coleta de dados] montado com arquitetura experimental e componentes de baixo custo, alguns nunca testados em órbita, na banda VHF [frequência muito alta]”, relata Figueiró. O outro setor levará um dispositivo de comunicação eletrônico já testado em órbita para essa finalidade, com um sistema em banda UHF, a mesma da TV digital. “Queremos testar se o transponder na banda UHF pode receber, armazenar e processar informações de bordo e depois transmiti-las para as antenas instaladas nas universidades.”
O segundo cubesat com previsão de lançamento para este ano, da Estação Espacial Internacional, é o AESP-14, com cerca de um quilo de peso e desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe. “O desenvolvimento do nanossatélite é uma forma de incentivar os alunos a exercitarem aquilo que aprendem na sala de aula”, diz o professor Pedro Lacava, coordenador do projeto e do curso de engenharia aeroespacial do ITA, conhecido na instituição como AESP. Essa mesma sigla foi adotada como nome do projeto, iniciado em 2012 pela turma que irá se graduar em 2014. “Todos os subsistemas eletrônicos e mecânicos foram projetados e montados pelos estudantes”, diz o engenheiro Cleber Toss Hoffmann, coordenador técnico do projeto no ITA. Apenas o modem de radiofrequência, utilizado em diversos cubesats e compatível com a comunidade de radioamadores do mundo, foi comprado.

Ele ligou então para a empresa para saber se os preços eram os mesmos anunciados e a possibilidade de montá-lo aqui no Brasil. “Na conversa, eles nos disseram que os nossos alunos seriam as pessoas mais jovens do mundo a fazer pesquisa espacial e também que precisaríamos de ajuda técnica.” A estudante Maryanna Conceição Silva, de 16 anos, é um dos jovens que fazem parte do projeto UbatubaSAT desde o seu início. Na época ela tinha 12 anos e cursava o quinto ano do ensino fundamental. “É muito legal aprender como os satélites são feitos”, conta sobre a sua experiência. “No começo foi muito difícil. Hoje já não é mais.”O terceiro satélite brasileiro que também sairá da ISS, o Tancredo-1,  pesa apenas 750 gramas, tem cerca de 9 centímetros de diâmetro e 12 centímetros de altura. Seu formato lembra um cilindro, daí ser chamado detubesat. A plafatorma, criada pela empresa norte-americana Interorbital Systems, consiste de um sistema modular composto por um conjunto de placas empilhadas e outras para captura de energia solar. “Após conversar com colegas, empresários do município e fazer contatos na prefeitura, senti que havia condições para levantar os recursos necessários à sua montagem”, relata Moura. O projeto teve início em 2010, quando o professor leu em uma revista que a Interorbital estava vendendo um kit de montagem do satélite e se encarregava de colocá-lo em órbita.
E o que era apenas uma ideia em sala de aula transformou a vida de muitos estudantes, como a de Maryanna. Antes pouco interessada em ciência e tecnologia, hoje ela quer ser engenheira espacial. Também em função do projeto, os alunos da escola escreveram um artigo científico que, no começo de 2013, foi submetido e aceito para ser apresentado no principal congresso aeroespacial do Japão, em Nagoya. A viagem foi paga pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Os alunos fizeram um enorme sucesso e foram convidados a conhecer a Jaxa, a agência aeroespacial do Japão”, relata Moura. Lá foi rodado um documentário, em fase de finalização, que narra a trajetória da construção do satélite.
Os alunos visitaram ainda a Nasa, em Pasadena, e a empresa Interorbital em Mojave, ambas na Califórnia. O modelo de engenharia do tubesat já foi finalizado e o modelo de voo deverá estar pronto até julho, quando seguirá para o Japão, onde fará os testes finais antes do lançamento. A escola está fazendo agora um concurso para escolher a mensagem que será transmitida na faixa de radioamador. Moura também está trabalhando na viabilização do Tancredo-2. A ideia, segundo ele, é fazer um poketcube, um modelo diferente, também desenvolvido por Twiggs, da Universidade de Stanford.
Estrutura interna do NanoSatC-BR2
Estrutura interna do NanoSatC-BR2
Outros satélites de pequeno porte estão em construção no Brasil, como o Itasat 1, projeto conjunto entre o Inpe e o ITA com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2015. Originalmente, o projeto tinha como objetivo a construção de um satélite de estrutura convencional para a coleta de dados ambientais. “Com o passar do tempo houve uma adequação do satélite para a plataforma cubesat, definida em literatura internacional, o que facilita a sua replicação em outros experimentos”, relata o professor Elói Fonseca, gerente do projeto. “Com isso, o Itasat passou a aproveitar tudo o que já tinha sido desenvolvido.” Ele pesa cerca de 6 quilos e tem dimensões de 10 por 22,6 centímetros e 34 centímetros de altura, o que corresponde a seis unidades do cubesat BR1. Como carga útil, ele levará ao espaço os mesmos sensores de medida de radiação de campo eletromagnética dos satélites NanoSatC. “Dessa forma, poderemos dar continuidade aos experimentos como uma rede de satélites”, diz Fonseca.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O novo espaço para a Automação

As tecnologias de automação repercutem profundamente sobre o desenvolvimento industrial, passando o crescimento econômico a ser cada vez mais determinado pelo progresso tecnológico. Ao se conceber uma solução em automação, desenha-se uma arquitetura que irá determinar o sucesso em termos de alcançar alguns objetivos como desempenho, modularidade, expansibilidade, etc.

Acompanhamos atualmente o desenvolvimento de um novo segmento da automação, preocupado com o meio ambiente, onde os parâmetros de desempenho dos sistemas que dão suporte e/ou asseguram o conforto ambiental, aliados aos aspectos de gestão unificada e o funcionamento das infra-estruturas de serviços demonstram preocupação com a questão ambiental e representam as novas premissas de sucesso destes sistemas.

Um movimento abrangendo a integração de novos processos e tecnologia de ponta faz surgir novas técnicas de automação que podem resultar em sistemas mais eficientes e que irão refletir na melhoria da qualidade do meio ambiente. Essa integração converge para o alinhamento de interesses do negócio e interesses ambientais ressaltando em um ponto importante: os negócios proporcionados pela automação agora são bons negócios.

Integrar modernos sistemas de monitoração e gerenciamento ambiental aos processos existentes torna-se a chave e a ênfase na abordagem que vem permitindo às empresas produtividade e lucratividade crescente através da economia de energia, matérias primas, mão-de-obra e com a própria redução do custo ambiental ligado a sua atividade.